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Salvador segue com vacinação contra Covid-19 nesta segunda; confira os locais
Foto: Betto Jr./ Secom

A vacinação contra a Covid-19 em Salvador segue com pontos fixos e drive-thrus nesta segunda-feira (12), das 8h às 16h. A estratégia contempla o “Liberou Geral” para a aplicação da 1ª à 4ª dose para pessoas a partir de 18 anos, residente em qualquer cidade da Bahia. O único requisito é ter o Cartão SUS vinculado a algum município baiano.

 

A 4ª dose para imunossupressos com 12 anos ou mais segue exclusivamente para os cidadãos que estejam com nome na lista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), disponível no site www.saude.salvador.ba.gov.br.

 

Também devem estar com o nome na lista todos aqueles pertencentes aos grupos não incluídos na estratégia “Liberou Geral”. A vacinação prossegue para crianças entre 3 e 12 anos em instituições de ensino da capital.

 

A imunização também segue para os indivíduos com 18 anos ou mais vacinados com a Janssen no esquema primário. Ou seja, de acordo com a determinação prevista pela Nota Técnica Nº 177/2022 - Ministério da Saúde, as pessoas que tomaram a segunda dose do imunizante da Johnson & Johnson no intervalo de quatro meses estão aptas a receber a 3ª dose do imunizante. A recomendação do Ministério da Saúde é que sejam usadas as vacinas AstraZeneca, Pfizer ou Janssen como segundo reforço (3ª dose).

 

Documentos:

 

Pessoas com 18 anos ou mais – “Liberou Geral”: Ter o Cartão SUS vinculado a algum município do estado e apresentar o cartão de vacina físico ou digital (ConectSUS) atualizado, além de original e cópia do documento de identificação com foto e do comprovante de residência.

 

Pessoas com 18 anos ou mais residentes em Salvador: Apresentar o cartão de vacina e um documento de identidade com foto.

 

Criança ou adolescente acompanhado pelo pai ou mãe: É necessário estar com nome no site da SMS e, no ato da vacinação, apresentar original e cópia do documento de identificação com foto do pai ou da mãe que estiver presente, original e cópia do documento de identificação da criança/adolescente, e originais da caderneta de vacina e Cartão SUS de Salvador da criança/adolescente.

               

Criança ou adolescente desacompanhado do pai ou da mãe: É necessário estar com o nome no site e, no ato da vacinação, estar acompanhada por outra pessoa maior de 18 anos. Além disso, deverá ser apresentado o Formulário de Vacinação preenchido e assinado pelo genitor da criança (pai ou mãe), cópia do documento de identificação com foto do responsável pela assinatura no documento, mais original e cópia do documento de identificação da criança/adolescente, além dos originais da caderneta de vacina e do Cartão SUS de Salvador da criança/adolescente. O Formulário de Vacina está disponível para impressão no site da SMS.

 

Os casos excepcionais relacionados à falta de apresentação da documentação completa serão tratados individualmente no próprio ato/local da vacinação, como vem ocorrendo desde o início da estratégia.

 

Aprazamentos desta segunda (12):

 

*2ª dose – Coronavac: crianças e adolescentes de 3 a 17 anos – que tomaram a 1ª dose até o dia 16/8/2022

 

*2ª dose – Pfizer pediátrica: crianças de 5 a 11 anos que tomaram a 1ª dose até o dia 19/7/2022

 

*2ª dose – Coronavac: aprazados até 12/9/2022 – liberou geral

 

*2ª dose – Janssen: para quem tomou a 1ª dose/dose única da janssen até a data de 12/7/2022

 

*2ª dose – Oxford: aprazados até 8/10/2022

 

*2ª dose - Pfizer: pessoas de 12 anos ou mais aprazadas até 8/10/2022 – liberou geral

 

*2ª dose: gestantes e puérperas aprazadas até 8/10/2022

 

*3ª dose: pessoas de 12 a 17 anos que tomaram a 2ª dose até o dia 14/5/2022

 

*3ª dose: pessoas de 18 anos ou mais que tomaram a 2ª dose até o dia 14/5/2022 – liberou geral

 

*3ª dose - Pfizer: imunossuprimidos com 12 anos ou mais que tomaram a 2ª dose até o dia 17/7/2022

 

*3ª dose: gestantes e puérperas que tomaram a 2ª dose até o dia 6/4/2022

 

*4ª dose: pessoas com 18 anos ou mais que tomaram a 3ª dose até o dia 15/5/2022 - liberou geral

 

*4ª dose – imunossuprimidos com 12 anos ou mais que tomaram a 3ª dose até o dia 15/5/2022

 

Postos:

 

1ª dose de crianças de 5 a 11 anos e 2ª dose da Pfizer pediátrica de crianças de 5 a 11 anos (incluindo imunossuprimidas)

 

Postos fixos: UBS Péricles Cardoso (Barbalho), UBS Virgílio Carvalho (Bonfim), USF Capelinha, USF Lealdina Barros (Vale da Muriçoca), USF Menino Joel (Nordeste de Amaralina), UBS Pires da Veiga (Pau da Lima), UBS Cecy Andrade (Castelo Branco), USF João Roma Filho (Jardim Nova Esperança), USF Cajazeiras IV, UBS José Mariane (Itapuã), CSU Pernambués, Multicentro Liberdade, USF Curralinho, UBS Manoel Victorino (Brotas), UBS Sérgio Arouca (Paripe), USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana.

 

OBS: De acordo com a Nota Técnica Nº 2/2022-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, as crianças com 11 anos que iniciaram o esquema vacinal com a vacina Pfizer pediátrica, mas que, entre a primeira e a segunda dose, completaram 12 anos, deverão completar o esquema com o imunizante da Pfizer pediátrica.

 

1ª dose - Coronavac pediátrica: 1ª dose de crianças de 3 e 4 anos (incluindo imunossuprimidas)

 

Postos fixos: USF Lealdina Barros (Vale da Muriçoca), CSU Pernambués, UBS Sergio Arouca (Paripe), USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana.

 

2ª dose – Coronavac pediátrica: crianças de 3 a 11 anos (incluindo imunossuprimidas)

 

Postos fixos: USF Lealdina Barros (Vale da Muriçoca), USF Menino Joel (Nordeste de Amaralina), USF Curralinho, UBS Cosme de Farias, UBS Manoel Victorino (Brotas), CSU Pernambués, USF Cajazeiras V, USF Cajazeiras XI, UBS Péricles Cardoso (Barbalho), USF Gamboa, UBS Virgílio Carvalho (Bonfim), USF Joanes Centro Oeste, UBS José Mariane (Itapuã), USF Mussurunga I, UBS Maria Conceição Imbassahy (Pau Miúdo), Multicentro Liberdade, UBS Cecy Andrade (Castelo Branco), USF João Roma Filho (Jardim Nova Esperança), USF Luiz Braga (Pirajá), UBS Sergio Arouca (Paripe), USF São Tomé de Paripe, USF Colinas de Periperi, USF Alto da Terezinha, USF Beira Mangue, USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana.

 

Vacinação adulto – 1ª, 2ª, 3ª e 4ª doses

 

Drive-thru exclusivo para 3ª dose de adolescentes de 12 a 17 anos; 4ª dose de adultos de 18 anos ou mais; 4ª dose de trabalhadores da saúde com 18 anos ou mais: Vila Militar (Dendezeiros), Atakadão Atakarejo (Fazenda Coutos), Shopping Bela Vista (9h às 16h) e 5º Centro de Saúde (Barris).

 

Pontos fixos exclusivos para 3ª e 4ª doses: Home Center Ferreira Costa (8h às 16h) e Estação Mussurunga; Shopping Bela Vista (9h às 16h).

 

Postos fixos: 5º Centro de Saúde (Barris), UBS Santa Cruz (8h às 14h30), USF Federação, USF Menino Joel (Nordeste de Amaralina), USF Alto das Pombas, USF Sabino Silva (Nordeste de Amaralina), USF Lealdina Barros (Vale da Muriçoca), USF Imbuí, USF Curralinho, USF Mário Andréa (Sete Portas), USF Santa Luzia (Engenho Velho de Brotas), USF Vale do Matatu, USF Sussuarana I, UBS Engomadeira, USF Cajazeiras X, USF Boca da Mata, USF Yolanda Pires, USF Cajazeiras V, USF Cajazeiras XI, USF Jardim das Mangabeiras, UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora), USF Terreiro de Jesus, UBS Ministro Alkimin (Massaranduba), USF Joanes Leste, USF Joanes Centro Oeste, USF Alto do Coqueirinho, USF Km 17, UBS Eduardo Mamede (Mussurunga), USF Parque São Cristóvão, USF Jardim Campo Verde, USF Coração de Maria, USF Aristides Maltez, USF Ceasa I e II, USF Itapuã, USF Jardim das Margaridas, UBS Orlando Imbassahy (Bairro da Paz), USF Vila Verde, USF São Cristóvão, USF Mussurunga I, UBS São Cristóvão, USF Nova Esperança, USF Santa Mônica, USF San Martim I, USF IAPI, USF San Martim III, UBS Cecy Andrade (Castelo Branco), USF Vila Nova de Pituaçu, USF Nova Brasília, USF Dom Avelar, UBS Vale dos Lagos, USF Recanto da Lagoa II, USF Antonio Lazzarotto (Plataforma), UBS Péricles Laranjeiras (Fazenda Grande do Retiro), USF Alto do Cabrito, USF San Martim II, USF Alto do Peru, USF Boa Vista São Caetano, USF Vista Alegre, USF Itacaranha, USF Alto de Coutos II, USF Plataforma, USF Tubarão, USF Alto do Cruzeiro, USF Nova Constituinte, USF Congo, USF Fazenda Coutos III, UBS Periperi, USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana.

 

Fonte: Bahia Notícias

Pais deixam de vacinar filhos contra doenças controladas, diz pesquisa
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Pesquisa divulgada na 24ª Jornada Nacional de Imunizações revela que 16% dos brasileiros consideram desnecessário aplicar nos filhos vacinas contra doenças que já não circulam mais no país. O dado consta do Inquérito de Cobertura Vacinal das crianças nascidas em 2017 e 2018. Para o inquérito foram realizadas mais de 38 mil entrevistas.

 

Embora seja aparentemente pequeno em relação à amostra, o número gera preocupação entre especialistas, já que o Brasil vem deixando de cumprir as metas de coberturas vacinais e apresenta queda nos números de vacinação desde 2015. Sem o cumprimento das metas, aumentam as chances de o Brasil voltar a apresentar doenças que, até então, eram consideradas eliminadas ou controladas, como a poliomielite, segundo a Agência Brasil. 

 

Como o Brasil não registra casos da poliomielite desde 1989, muita gente pensa, equivocadamente, que não é mais necessário vacinar-se contra a doença. O que ocorre, no entanto, é que, quanto menos pessoas se vacinam, mais aumenta o risco de a doença voltar a se desenvolver no país. Foi o caso do sarampo, por exemplo. O Brasil recebeu o certificado de eliminação da doença em 2016, mas três anos depois, com baixa cobertura vacinal, o país perdeu o reconhecimento por não conseguir controlar um surto de sarampo, que se espalhou por diversos estados.

 

A pesquisa demonstrou ainda que um pequeno número de pessoas (cerca de 3% dos entrevistados) resolveu não levar os filhos para receber uma ou mais vacinas. Desse total, 24,5% informaram que não o fizeram por causa da pandemia de covid-19, ou por medo da reação às vacinas (24,4%).

 

Outros disseram ter tentado levar os filhos para tomar vacinas, mas encontraram dificuldades para fazê-lo (7,6% dos entrevistados). A principal dificuldade relatada foi o fato de o posto de saúde ficar longe da residência ou do local de trabalho (o que foi apontado por 21% dos que disseram ter tido dificuldades), seguido por falta de tempo (16,6%), horário inadequado de funcionamento do posto (14,1%) e até falta de meio de transporte para chegar ao local de vacinação (12%).

 

“No estudo, observamos que existem três aspectos principais: o primeiro é a não necessidade de vacinar contra doenças que se acredita que não existam mais, mas existem. O segundo aspecto é o medo de reações graves e o terceiro, dificuldade de acesso e da infraestrutura das unidades. Esse conjunto faz com que tenhamos cobertura vacinal insuficiente para o controle das doenças”, disse José Cassio de Moraes, professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador do inquérito.

 

“A consequência da hesitação vacinal, que é devida a múltiplos aspectos, é fazer com que a cobertura seja baixa. Isso permite o retorno de doenças já eliminadas como a poliomielite; [gera] dificuldades para eliminação do sarampo, que já tivemos; e aumento de casos de coqueluche, difteria e outras doenças imunodeprimíveis”, disse Moraes, em entrevista à Agência Brasil.

 

“O Brasil teve um sucesso importante nesse programa [nacional de imunizações]. Foi considerado um programa líder no mundo, tanto na cobertura quanto no número de vacinas incluídas, mas hoje corremos o risco de cair quase para o último lugar”, lamentou o professor.

 

Para Moraes, é uma situação preocupante. “Até 2015, conseguíamos atingir nível de cobertura muito bom. Temos boa infraestrutura: quase 38 mil salas de vacinas, conseguimos aplicar facilmente 2 milhões de doses ao dia, como foi mostrado durante a pandemia de covid-19, mas precisamos fazer uma boa comunicação para a população. Não temos uma comunicação adequada”, afirmou. “Podemos regressar na ocorrência de doenças e ter hospitais cheios com um quadro de doenças imunopreveníveis”, acrescentou.

 

Os números também preocupam a representante da Organização Pan–Americana da Saúde (Opas), Lely Guzman. “Há muita desinformação. E agora, com as redes sociais, a desinformação chega muito mais rápida. Precisamos estar à frente para identificar o que está gerando a desinformação, onde se estão gerando essas preocupações, para podermos evidenciar a confiança e segurança das vacinas”, disse Lely Guzman à reportagem.

 

De acordo com Lely, nos dois últimos anos de pandemia, a cobertura dos programas de rotina vacinal caiu muito, não só no Brasil, mas em toda a região. “E a Organização Mundial da Saúde [OMS]está fazendo um chamado porque, em todas as regiões, a queda foi muito importante, o que coloca em risco a volta de doenças que já estavam controladas, que estavam em processo de eliminação e doenças que ainda estão erradicadas.”

 

Ela defendeu a necessidade de sensibilizar as comunidades, as autoridades, os meios de comunicação, as universidades, a sociedade, para que se volte a acreditar na vacina. “Temos que unir esforços”, ressaltou.

 

O pesquisador José Cassio de Moraes também aponta a união de esforços como uma estratégia importante para a retomada de níveis elevados de vacinação no país. “Tem que haver união de esforços entre os três níveis de governo: federal, estadual e municipal. Uma comunicação boa entre esses três níveis e a população e um trabalho junto aos profissionais de saúde para capacitá-los para as vacinas”, afirmou.

 

Fonte: Bahia Notícias

Campanha recolhe assinaturas para projeto de lei de iniciativa popular para proteger Amazonas
Foto: Dieny Portinanni

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) Amazônia de Pé está reunindo assinaturas para tramitar no Congresso Nacional. A campanha pretende reunir mais de 1,5 milhão de assinaturas. De acordo com o professor da Faculdade Baiana de Direito, Diogo Guanabara, existem cerca de 57 milhões de hectares de florestas públicas não destinadas na Amazônia. A área é equivalente a 57 milhões de campos de futebol. 

 

Essas áreas são o maior foco da ocupação ilegal e do desmatamento, o que motivou a elaboração do projeto de lei Amazônia de Pé. O texto propõe destinar as florestas públicas na Amazônia para proteção dos povos indígenas, quilombolas, pequenos produtores extrativistas e Unidades de Conservação - assim as florestas passam a ser protegidas sem deixarem de ser públicas. Diogo Guanabara, advogado especialista em Direito Ambiental e professor da Faculdade Baiana de Direito, destaca os efeitos da iniciativa popular. 

 

“A ideia de combater a grilagem de terras na região amazônica é um foco extremamente importante. Historicamente grileiros se utilizam de instrumentos normativos jurídicos para dar uma falsa sensação de que são possuidores de uma terra e esse projeto de lei é muito interessante pela questão que envolve o Cadastro Ambiental Rural (CAR), utilizado por muitos grileiros como uma forma de dar legitimidade às invasões em áreas públicas”, explica Guanabara.


Segundo o GreenPeace, entre 2019 e 2021 houve um aumento de cerca de 53% na área desmatada da Amazônia em relação aos três anos anteriores. A área derrubada equivale em extensão à cidade de São Paulo e Região Metropolitana, que reúne 39 municípios. Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), as florestas públicas não destinadas concentraram o maior percentual de desmatamento (28%) entre agosto de 2020 e julho de 2021.


Diferente das petições online - que não têm nenhuma validade jurídica - as assinaturas em apoio ao projeto devem ser coletadas em papel impresso. “A gente ainda tá lidando com uma forma de lidar com a iniciativa popular muito analógica, não atualizada com o tempo”, avalia o especialista. São necessárias 1,5 milhão de assinaturas (1% do eleitorado brasileiro) em apoio à iniciativa para que o projeto chegue ao Congresso Nacional e qualquer pessoa pode se cadastrar para coletar no site da Amazônia de Pé.


A Amazônia abriga a maior biodiversidade da Terra, contribui no equilíbrio climático de todo o continente e atua na formação de chuvas do país, auxiliando diretamente a agricultura e a hidrelétrica. Ao destinar as florestas públicas a povos originários, quilombolas, pequenos produtores e Unidades de Conservação, a lei protege a Amazônia da grilagem, da extração ilegal, da iniciativa privada e das práticas extrativistas intensivas de madeireiras e mineradoras. Com o manuseio sustentável da terra, a floresta poderá se regenerar e continuar exercendo seu papel.


Além da pauta ambiental, o  projeto também promove justiça social propondo um caminho para a demarcação das terras indígenas e garantindo o direito à terra a povos quilombolas. Segundo análise da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Fundo para o Desenvolvimento de Povos Indígenas da América Latina e do Caribe (FILAC), entre 1982 e 2016 as taxas de desmatamento foram 66% mais baixas em territórios indígenas onde os governos reconheceram formalmente os direitos coletivos à terra. Atualmente a Amazônia abriga mais de 330 mil indígenas de cerca de 180 povos diferentes.

Site do Amazônia de Pé
https://amazoniadepe.org.br/

 

Fonte: Bahia Notícias

Turbilhão Feminino: 'Sou repórter de esportes, sou mulher e mereço ser respeitada'
Foto: Reprodução/ESPN

Hoje o Turbilhão Feminino vem através deste espaço falar um pouco sobre o assédio sofrido pelas jornalistas, em especial aquelas que fazem coberturas esportivas. Na última quarta-feira, feriado de 7 de setembro, a repórter Jéssica Dias se apresentava em mais um link ao vivo pela ESPN Brasil. A chamada era para mostrar a animação dos torcedores do flamengo antes do jogo contra o Vélez Sarsfield, da Argentina, valendo uma vaga na final da Copa Libertadores da América.

 

Antes de terminar sua fala, ela foi surpreendida por um dos torcedores do flamengo que a beijou no rosto, sem seu consentimento. Visivelmente incomodada com a situação, Jessica mudou o semblante de contente para séria.

 

O homem, identificado como Marcelo Benevides Silva, foi denunciado pela equipe que acompanhava Jessica e foi levado para a delegacia do Estádio Maracanã. Renato Rodrigues e Marcela Rafael, apresentadores do "Sports Center", indignados com a cena, prestaram solidariedade à colega, chamando o flamenguista de “palhaço” e “idiota”.

 

Em depoimento pelo Instagram, Jéssica informou que o assédio começou antes de entrar no ar, com xingamentos e gritos porque o ao vivo estava demorando pra entrar no ar. "Antes tiveram muitos xingamento e importunação porque o "ao vivo" demorava. Pedi calma e para que não ficasse xingando, não precisava. Vieram os “pedidos de desculpa” com alisamentos nos ombros e um beijo no local", disse.

 

Após mais uma tentativa de beijo no ombro, negada por Jéssica, o assediador foi chamado atenção pelo câmera que estava junto com a jornalista. Ao entrar ao vivo, ele retornou e beijou a repórter no rosto. "Eu sofri importunação sexual enquanto trabalhava e isso é crime." disse Jéssica.

 

“É, eu sei o que é porque já passei muito por isso”, lamentou Marcela Rafael. A fala da Marcela Rafael é mais comum do que pensam, pois esse caso de Jéssica não é isolado. Não é apenas "Mi, mi, mi".

 

Pesquisa de 2019, feita pelo Coletivo de Mulheres Jornalistas do Distrito Federal, revelou que 70% das jornalistas já sofreram assédio sexual durante o trabalho. Essa pesquisa baseou-se em entrevistas profundas com 32 jornalistas de mídia impressa e televisiva nos Estados Unidos.

 

Aqui no Brasil, algumas já passaram por tal situação. Como a repórter Júlia Guimarães, da TV Globo, que foi assediada enquanto cobria a Copa do Mundo da Rússia, em 2018. Na época, ela tentou desviar de um torcedor que tentou beija-la ao vivo, antes do jogo entre Japão e Senegal. Na época,  Julia reagiu a situação, reclamando com o rapaz que ele não tinha o direito de fazer aquilo. Mas, a grande maioria das jornalistas acaba mantendo a postura e da continuidade ao trabalho mesmo após passarem pelo constrangimento. Como a jornalista Bruna Dealtry, do canal Esporte Interativo, que em março de 2018, foi beijada à força em meio à torcida do Vasco.

 

"Senti na pele a sensação de impotência que muitas mulheres sentem em estádios, metrôs, ou até mesmo andando pelas ruas. Um beijo na boca, sem a minha permissão, enquanto eu exercia a minha profissão", escreveu na época. "Sou repórter de futebol, sou mulher e mereço ser respeitada", concluiu.

 

É corriqueiro o tom arredio e de deboche quando fazemos ou reclamamos de algo, é o tal: “Mulher quando reclama assim, é falta de sexo”, “Reclama demais porque está na TPM”. Ou a tal “Nossa! Ela fala fino demais”.

 

Esse é o tom da voz dela. Será que o incomodo é sobre ela falar “fino demais” ou o fato dela ser mulher? Qual a dificuldade de assimilar que mulher também assiste futebol e pode falar sobre futebol.

 

Geralmente, os homens gostam de se sobressair mais do que as mulheres, em qualquer situação. Fernanda Barros, editora chefe do Turbilhão,  já ouviu muitos questionamentos como esse: "Isso aí que você vai fazer vai ficar estranho, o povo vai questionar”.

 

O nosso trabalho é sempre colocado a prova. Sempre! Não importa o quanto a gente estude, se dedique e se esforce. O sexismo vai assombrar nosso dia a dia eternamente.

 

Sabe qual é o problema do fato ocorrido no dia 7? Para as mulheres, o incomodo de, mais uma vez, serem incomodadas sem nem ao menos terem consentido o ato. E para os homens, o fato de terem sua atitude questionada, afinal aos homens foi dado (historicamente) o “direito” de fazer o que querem e bem entendem.

 

Quantas mais precisam passar por isso? O que precisamos fazer para sermos respeitadas em nosso ambiente de trabalho?

 

Lamentável, que ainda hoje, um ato não consensual contra uma mulher seja questionado, seja ele qual for. Enfim... bola pra frente!!

 

Fonte: Bahia Notícias

IRSI promove mais uma ação de mamografia em Salvador
Foto: Divulgação

O Instituto de Responsabilidade Social do INTS (IRSI) iniciou o mês de setembro com mais um mutirão de saúde. Nos dias 05 e 06 de setembro, foi realizada a ação mensal de Mamografia, no bairro de São Cristóvão, em Salvador.

 

Cerca de 160 pessoas foram beneficiadas com os serviços gratuitos. As senhas para os atendimentos foram distribuídas previamente para a população, por meio da associação de moradores do bairro. Ainda na oportunidade, lanches foram entregues pela ação de refeição.

 

Os resultados estão previstos para serem entregues nos dias 05 e 06 de outubro, no mesmo local da realização dos exames.

 

Fonte: Bahia Notícias



 

 


 

 

 

 

 

 

 

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