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A audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira (28) para discutir sugestões para a mudança do sistema de coleta de lixo em Salvador apresentou as novidades para o segmento. Com a presença do vereador da família LEANDRO GUERRILHA, da secretária de Ordem Pública, Rosemma Maluf e da promotora do Ministério Público, Rita Tourinho, o encontro tratou da elaboração dos pontos que devem ser modificados pela empresa ou consórcio que será escolhida através de licitação para operar o sistema nos próximos 20 anos.
De acordo com o projeto, a vencedora vai desempenhar 26 serviços e terá frota monitorada via GPS. Esta prevista ainda a renovação dos veículos a cada 5 anos e a implantação de contêineres subterrâneos e ecopontos. De acordo com a secretária Rosemma Maluf, a empresa será responsável ainda pela modernização das cooperativas e pela implantação de “pontos de coleta limpos”, com investimento total de R$ 456 milhões.
O edital será uma concorrência pública e empresas e consórcios poderão participar. “Muda praticamente tudo, porque você vai fazer uma concessão onde estão previstos investimentos em inovação e tecnologia, ampliando e universalizando a questão da coleta, para que ele chegue a 100% da cidade”, disse a secretária.
A promotora Rita Tourinho cobrou a realização de outra audiência após a divulgação do estudo realizado pela empresa contratada pela Semop, que deve ser divulgado até semana que vem. “Não é só apresentar a proposta, é que os questionamentos sejam respondidos”, pontuou.

No início da tarde desta quinta-feira (28) um ônibus foi incendiado no bairro de Marechal Rondon, em Salvador. De acordo com a Polícia Militar, o veículo do consórcio Integra foi interceptado por criminosos. "Mas foram flagrados por policiais militares da Operação Apolo, e conseguiram fugir em seguida. O incêndio foi debelado com o próprio extintor do ônibus, que em seguida foi deslocado para a garagem. Motorista e cobrador passam bem", explica a través de nota. Ainda segundo a PM, nenhum passageiro ficou ferido.
Foto: ReproduçãoFiscalização realizada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) no cadastro do Bolsa Família encontrou 163.173 beneficiários com renda acima do permitido para receber os recursos.
O número equivale a 1,2% do total de 13,2 milhões de famílias beneficiárias do programa. De acordo com o órgão, o valor pago a essas famílias indevidamente poderia resultar uma economia de R$ 195 milhões ao ano, o que equivale a cerca de 0,7% dos gastos anuais com o pagamento do benefício.
De acordo com o TCU, o trabalho cruzou dados do cadastro único de maio de 2015 com dois outros bancos de dados do governo, o do INSS e o da RAIS (empregados registrados). Pelo regulamento do programa, pode receber Bolsa Família quem tem renda per capita entre R$ 77 e R$ 154 e ao menos um filho com até 17 anos.
O órgão aponta que o número de famílias desenquadradas encontradas é pequeno diante da dimensão do programa, mas aponta que o Ministério do Desenvolvimento Social pode fazer o cruzamento com mais bancos de dados para identificar os cadastros irregulares. Anualmente, o ministério faz levantamentos para retirar do cadastro famílias que já não mais se enquadram no programa.
Em 2014, perto das eleições, TCU e governo travaram uma disputa em torno do programa quando o órgão de controle apontou que o valor da linha de pobreza para fazer o enquadramento do programa deveria ser modificado e o governo criticou os ministros
EDUCAÇÃO
O tribunal também divulgou auditorias realizadas em outros dois programas sociais do governo na área de educação, o Pronatec e o Dinheiro Direto na Escola. Em ambos, foram apontadas falhas na execução.
No caso do Pronatec, voltado para o ensino profissionalizante, o órgão de controle apontou que 75% dos Institutos Federais fiscalizados em 11 estados, instituições responsáveis pela execução do programa, permitem a sobreposição de jornada dos servidores contratados para ensinar os alunos, ou seja, eles têm carga horária no Pronatec e no Instituto que seriam incompatíveis.
Além disso, o órgão apontou que parte dos R$ 10 bilhões gastos no programa foram pagos para bolsas de alunos que não frequentaram o curso. Isso ocorreu porque três de cada quatro instituições pesquisadas não devolveram os recursos enviados para esses alunos. O TCU determinou que o MEC apure a diferença e cobre a devolução do dinheiro junto a essas instituições.
No caso do Dinheiro Direto na Escola, que tinha dotação orçamentária de R$ 2 bilhões em 2015 para pequenas obras em escolas públicas, o tribunal fez uma auditoria em parceria com tribunais de contas de estados e municípios. Foram visitadas 679 escolas no país que receberam recursos do programa.
A constatação é que 60% delas foram classificada, por critérios desenvolvidos pelos auditores, como ruins ou precárias. Só 8% foram consideradas boas.
Isso porque em 17% das unidades foram encontradas infiltrações, 30% tinham a rede elétrica com problemas e 24% problemas de má conservação dos alimentos, entre outros problemas. Para o TCU, um dos problemas para que as escolas consigam usar os recursos é falta de uma programação para o recebimento do dinheiro, já que há atrasos rotineiros.
Em 2015, só metade do que foi pago se referia aos que estava previsto no ano. O restante eram pagamentos atrasados de 2014.
O MEC informou que analisará as recomendações do TCU quando as receber. O órgão informou que “tem por tradição incorporar em seus procedimentos as recomendações dos órgãos de controle. Seguramente, os órgãos de controle contribuirão para futuros aprimoramentos dos programas”.
O ministério afirmou também que o Pronatec “passou por importante evolução” e o Dinheiro Direto “é um programa que foi muito aperfeiçoado no último período”.
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