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Salvador retoma vacinação contra Covid-19 nesta segunda-feira; confira os postos
Foto: Divulgação / SMS

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) vai retomar a vacinação contra a Covid-19 em Salvador, nesta segunda-feira (1), das 8h às 16h. A estratégia engloba a aplicação da 4ª dose para pessoas com 35 anos ou mais. Para ter acesso a dose de reforço, esse público deve ter um intervalo de quatro meses do recebimento da 3ª dose, ou seja, até 3 de abril de 2022. 

 

A imunização também segue para os indivíduos com 18 anos ou mais vacinados com a Janssen no esquema primário. Ou seja, de acordo com a determinação prevista pela Nota Técnica Nº 177/2022 - Ministério da Saúde, as pessoas que tomaram a segunda dose do imunizante da Johnson & Johnson no intervalo de quatro meses estarão aptas para receber a 3ª dose do imunizante. A recomendação do Ministério da Saúde é que sejam usadas as vacinas AstraZeneca, Pfizer ou Janssen como segundo reforço (3ª dose).

 

A estratégia contempla o “Liberou Geral” para aplicação da 1ª, 2ª e 3ª doses para indivíduos com 12 anos ou mais, independentemente de morar em Salvador. O único requisito é ter o Cartão SUS vinculado a algum município do estado da Bahia.

 

O interessado deve apresentar obrigatoriamente originais e cópias do cartão de vacina, carteira nacional de vacinação digital (ConectSUS atualizado), documento de identificação com foto e comprovante de residência do município do Estado da Bahia.

 

Os cidadãos dos demais grupos que não estão incluídos na estratégia “Liberou Geral” devem residir em Salvador e ter o nome na lista do site da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Segue ainda a vacinação para crianças de 3 a 11 anos em instituições de ensino da capital baiana.

 

DOCUMENTOS
Pessoas com 18 anos ou mais – “Liberou Geral”: Ter o Cartão SUS vinculado a algum município do estado e apresentar o cartão de vacina físico ou digital (ConectSUS) atualizado, além de original e cópia do documento de identificação com foto e do comprovante de residência.

 

Pessoas com 18 anos ou mais residentes em Salvador: Apresentar o cartão de vacina e um documento de identidade com foto.

 

Criança ou adolescente acompanhado pelo pai ou mãe: É necessário estar com nome no site da SMS e, no ato da vacinação, apresentar original e cópia do documento de identificação com foto do pai ou da mãe que estiver presente, original e cópia do documento de identificação da criança/adolescente, e originais da caderneta de vacina e Cartão SUS de Salvador da criança/adolescente.

 

Criança ou adolescente desacompanhado do pai ou da mãe: É necessário estar com o nome no site e, no ato da vacinação, estar acompanhada por outra pessoa maior de 18 anos. Além disso, deverá ser apresentado o Formulário de Vacinação preenchido e assinado pelo genitor da criança (pai ou mãe), cópia do documento de identificação com foto do responsável pela assinatura no documento, mais original e cópia do documento de identificação da criança/adolescente, além dos originais da caderneta de vacina e do Cartão SUS de Salvador da criança/adolescente. O Formulário de Vacina está disponível para impressão no site da SMS.

 

Os casos excepcionais relacionados à falta de apresentação da documentação completa serão tratados individualmente no próprio ato/local da vacinação, como vem ocorrendo desde o início da estratégia.

 

APRAZAMENTOS DESTA SEGUNDA (1º)

*2ª DOSE – CORONAVAC: CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE 6 A 17 ANOS – QUE TOMARAM A 1ª DOSE ATÉ O DIA 5/7/2022

*2ª DOSE – PFIZER PEDIÁTRICA: CRIANÇAS DE 5 A 11 ANOS QUE TOMARAM A 1ª DOSE ATÉ O DIA 7/6/2022

*2ª DOSE – CORONAVAC: APRAZADOS ATÉ 1º/8/2022 – LIBEROU GERAL

*2ª DOSE – JANSSEN: PARA QUEM TOMOU A 1ª DOSE/DOSE ÚNICA DA JANSSEN ATÉ A DATA DE 31/5/2022

*2ª DOSE – OXFORD: APRAZADOS ATÉ 27/8/2022

*2ª DOSE – PFIZER: PESSOAS COM 12 ANOS OU MAIS APRAZADAS ATÉ 27/8/2022 – LIBEROU GERAL

*2ª DOSE: GESTANTES E PUÉRPERAS APRAZADAS ATÉ 27/8/2022

*3ª DOSE: ADOLESCENTES DE 12 A 17 ANOS QUE TOMARAM A 2ª DOSE ATÉ O DIA 2/4/2022

*3ª DOSE: PESSOAS COM 18 ANOS OU MAIS QUE TOMARAM A 2ª DOSE ATÉ O DIA 2/4/2022 – LIBEROU GERAL

*3ª DOSE – PFIZER: IMUNOSSUPRIMIDOS COM 12 ANOS OU MAIS QUE TOMARAM A 2ª DOSE ATÉ O DIA 5/6/2022

*3ª DOSE: GESTANTES E PUÉRPERAS QUE TOMARAM A 2ª DOSE ATÉ O DIA 27/2/2022

*4ª DOSE: PESSOAS COM 35 ANOS OU MAIS/TRABALHADORES DA SAÚDE/IMUNOSSUPRIMIDOS QUE TOMARAM A 3ª DOSE ATÉ 3/4/2022


POSTOS
PFIZER PEDIÁTRICA: 1ª DOSE DE CRIANÇAS DE 5 A 11 ANOS E 2ª DOSE DE CRIANÇAS DE 5 A 11 ANOS (INCLUINDO IMUNOSSUPRIMIDAS)

Postos fixos: UBS Péricles Cardoso (Barbalho), UBS Virgílio Carvalho (Bonfim), USF Capelinha, USF Lealdina Barros (Vale da Muriçoca), USF Menino Joel, UBS Castelo Branco, USF João Roma Filho (Jardim Nova Esperança), USF Cajazeiras IV, UBS José Mariane (Itapuã), USF Estradas das Barreiras, Multicentro Liberdade, USF Parque de Pituaçu, UBS Manoel Victorino (Brotas), UBS Sérgio Arouca (Paripe), USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana. 

OBS: De acordo com a Nota Técnica Nº 2/2022-SECOVID/GAB/SECOVID/MS que trata sobre a vacinação das crianças de 5 a 11 anos, as crianças com 11 anos que iniciaram o esquema vacinal com a vacina Pfizer pediátrica, mas que, entre a primeira e a segunda dose, completaram 12 anos, deverão completar o esquema com o imunizante da Pfizer pediátrica.

 

CORONAVAC PEDIÁTRICA – 1ª DOSE DE CRIANÇAS DE 3 E 4 ANOS E 2ª DOSE DE CRIANÇAS DE 06 A 11 ANOS (INCLUINDO IMUNOSSUPRIMIDAS)

Postos fixos: USF Lealdina Barros (Vale da Muriçoca), USF Menino Joel (Nordeste de Amaralina) USF Alto das Pombas, USF Parque de Pituaçu, UBS Cosme de Farias, UBS Manoel Victorino (Brotas), USF Estradas das Barreiras, USF Cajazeiras V, USF Cajazeiras XI, USF Cajazeiras IV, UBS Péricles Cardoso (Barbalho), USF Gamboa, UBS Virgílio Carvalho (Bonfim), USF Joanes Centro Oeste, USF Jardim das Margaridas, UBS Orlando Imbassahy (Bairro da Paz), USF Mussurunga I, UBS São Cristóvão, USF Vila Verde, UBS José Mariane (Itapuã), USF Nova Esperança, UBS Maria Conceição Imbassahy (Pau Miúdo), Multicentro Liberdade, UBS Castelo Branco, USF São Marcos, USF João Roma Filho (Jardim Nova Esperança), USF Luiz Braga (Pirajá), UBS Frei Benjamin (Valéria), UBS Sergio Arouca (Paripe), USF São Tomé de Paripe, USF Colinas de Periperi, USF Alto da Terezinha, USF Beira Mangue, USF Alto de Coutos I, USF São João do Cabrito, USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana. 

 

VACINAÇÃO ADULTO – 1ª, 2ª, 3ª E 4ª DOSES

Drive-thru exclusivo para 3ª dose de adolescentes de 12 a 17 anos; 4ª dose de adultos de 35 anos ou mais; 4ª dose de trabalhadores da saúde com 18 anos ou mais: Atakadão Atakarejo (Fazenda Coutos), Shopping Bela Vista (9h às 16h), 5º Centro de Saúde (Barris) e Vila Militar (Dendezeiros). 

Pontos fixos exclusivos para 3ª e 4ª doses: Home Center Ferreira Costa e Estação Mussurunga (8h às 16h), Estação da Lapa e Shopping Bela Vista (9h às 16h).

Postos fixos: 5º Centro de Saúde (Barris), UBS Santa Cruz (8h às 14h30), USF Menino Joel, USF Federação, USF Lealdina Barros (Vale da Muriçoca), USF Imbuí, USF Curralinho, USF Pituaçu, USF Mário Andréa (Sete Portas), USF Santa Luzia (Engenho Velho de Brotas), USF Vale do Matatu, USF São Gonçalo, UBS Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras), USF Cajazeiras X, USF Boca da Mata, USF Yolanda Pires, USF Cajazeiras V, USF Cajazeiras XI, USF Jardim das Mangabeiras, UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora), USF Terreiro de Jesus, UBS Ministro Alkimin (Massaranduba), USF Joanes Leste, USF Joanes Centro Oeste, USF Alto do Coqueirinho, USF Km 17, UBS Eduardo Mamede (Mussurunga), USF Parque São Cristóvão, USF Jardim Campo Verde, USF Coração de Maria, USF Aristides Maltez, USF Ceasa I e II, USF Itapuã, USF Jardim das Margaridas, UBS Orlando Imbassahy (Bairro da Paz), USF Vila Verde, USF São Cristóvão, USF Mussurunga I, UBS São Cristóvão, USF Nova Esperança, USF Santa Mônica, USF San Martim I, USF IAPI, USF San Martim III, UBS Cecy Andrade (Castelo Branco), USF Cambonas, USF Vila Nova de Pituaçu, USF São Marcos, UBS Castelo Branco, USF Nova Brasília, USF Dom Avelar, USF Recanto da Lagoa II, USF Antonio Lazzarotto (Plataforma), UBS Péricles Laranjeiras (Fazenda Grande do Retiro), USF Pirajá, USF San Martin II, USF Alto do Cabrito, USF Alto do Peru, USF Boa Vista São Caetano, USF Vista Alegre, USF Itacaranha, USF Alto de Coutos II, USF Plataforma, USF Tubarão, USF Teotônio Vilela II, USF Alto do Cruzeiro, USF Nova Constituinte, USF Congo, USF Fazenda Coutos III, UBS Periperi, USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana.

 

Fonte: Bahia Notícias

OMS recomenda uso de remédio injetável para prevenir HIV
Foto: Reprodução / Yahoo

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou o uso do cabotegravir como profilaxia pré-exposição (PrEP) para o HIV. Nesta quinta-feira (28), o braço da ONU para a Saúde pediu que países considerem esse medicamento injetável de longa duração como opção de prevenção, pois ele é "seguro" e "altamente eficaz".

 

De acordo com o UOL Viva Bem, com informações do Estadão, as novas diretrizes são baseadas em critérios de eficácia, aceitabilidade e são sugeridas em um momento crítico. 

 

Dados da OMS apontam para uma estagnação dos esforços de prevenção. Cerca de 1,5 milhão de novas infecções por HIV foram registradas no ano passado. Esse quantitativo se assemelha ao mesmo número registrado em 2020.

 

"O cabotegravir de ação prolongada é uma ferramenta de prevenção segura e altamente eficaz do HIV, mas ainda não está disponível fora dos ambientes de estudo", disse, em nota, Meg Doherty, diretora dos programas globais de HIV, hepatite e infecções sexualmente transmissíveis da OMS. "Esperamos que essas novas diretrizes ajudem a acelerar os esforços dos países para começar a planejar e entregar o CAB-LA juntamente com outras opções de prevenção."

 

A medicação tem aplicação intramuscular e as duas primeiras injeções são administradas com quatro semanas de intervalo. As aplicações devem ser seguidas por outras, a cada 8 semanas.

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro atualmente oferece uma opção de tratamento preventivo oral, com a administração diária de dois medicamentos, o tenofovir e a entricitabina.

 

A Fiocruz informou, em março, que a Unitaid, agência internacional de combate à Aids ligada às Nações Unidas, vai financiar um projeto de implantação do cabotegravir no país. A iniciativa será coordenada pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) junto ao Ministério da Saúde.

 

Fonte: Bahia Notícias

Tarifa do Ferry-Boat passa a ser de R$ 6,10 a partir da próxima segunda
Foto: Divulgação

O sistema Ferry-Boat, que liga Salvador à Ilha de Itaparica, terá nova tarifa a partir da próxima segunda-feira (1°). O reajuste foi de 8,7%. Com isso, as passagens passam de R$5,60 para R$ 6,10. Para veículos pequenos, o valor sai de R$50,60 para R$55,00 (de segunda a sexta-feira).

 

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (28) após autorização da Agerba, que regulamenta também o setor. Segundo a agência, o percentual autorizado é composto por uma cesta de índices que visa recompor as variações de preço de combustível e inflação.

 

Ainda segundo a pasta, o último reajuste foi autorizado em novembro de 2021. Confira a seguir as tabelas de preços com reajuste a partir do dia 1° de agosto:

 

 

 

 

Fonte: Bahia Notícias

Morte por varíola dos macacos alerta para controle de casos no Brasil, apontam especialistas
Foto: Reprodução

O registro da primeira morte por varíola dos macacos no Brasil nesta sexta-feira (29) é um indicativo de que é importante aumentar os esforços para conter a alta disseminação do vírus monkeypox no país, afirmam especialistas.
 

Para Julio Croda, médico infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o anúncio acende um alerta importante. "Até o momento não tínhamos paciente grave. Agora, inclusive, temos um óbito."
 

A morte foi de um homem de 41 anos imunossuprimido e com histórico de comorbidades, incluindo câncer. Segundo o Ministério da Saúde, o paciente "ficou hospitalizado em hospital público em Belo Horizonte, sendo depois direcionado ao CTI [terapia intensiva]. A causa do óbito foi choque séptico, agravada pela monkeypox". A Secretaria da Saúde de Minas Gerais também confirma que o paciente já estava em acompanhamento para "outras condições clínicas graves".
 

Clarissa Damaso, virologista da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e assessora do comitê da OMS (Organização Mundial da Saúde) para pesquisa com vírus da varíola, diz que pessoas imunossuprimidas têm maior risco para quadros graves da doença.
 

"Essa morte é algo que já prevíamos que poderia acontecer. Sabemos que grupos de gestantes, crianças e pessoas com imunossupressão são aqueles que devemos prestar maior atenção porque pode haver complicações muito graves da infecção por monkeypox."
 

O óbito também eleva a preocupação para o grau de disseminação que a doença apresentou nos últimos dias. Informações do Ministério da Saúde desta sexta apontam 1.066 casos da doença. Em 9 de julho, havia 218 diagnósticos confirmados no país.
 

"Temos que intensificar os esforços para conter essa doença", afirma Damaso.
 

Em todo o mundo, os casos estão concentrados em homens que fazem sexo com outros homens com múltiplos parceiros sexuais. No entanto, o vírus pode infectar qualquer pessoa e, desse modo, atingir grupos com maior risco.
 

"Nós sabemos que a transmissão deve se expandir para outros grupos e para contato domiciliares. Já temos casos confirmados em crianças", diz Croda.
 

O infectologista ainda diz que a morte é um sinal de alerta para um melhor preparo do Brasil no que diz respeito à vacinação contra a varíola dos macacos. "É importante entender qual seria o grupo prioritário da vacina. Em relação à gravidade, talvez sejam as pessoas imunossuprimidas", diz.
 

O país não conta com imunizantes e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda (25) que a vacinação deve ser restrita a grupos prioritários, como profissionais da saúde.
 

A pequena capacidade de fabricação das vacinas contra a varíola dos macacos é outro problema apontado pelos especialistas. "Há muito poucos fabricantes no mundo e eles não têm uma produção nessa escala que precisamos atualmente", explica Damaso.
 

Ela também ressalta que não existem indicações para a vacinação em massa. As recomendações normalmente apontam para profissionais de saúde. Pessoas que tiveram contato com infectados também podem receber o imunizante porque ele consegue barrar a evolução da infecção mesmo após a exposição ao vírus.
 

A vacina Jynneos, da farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic, é o único imunizante licenciado no mundo para a varíola dos macacos. Ela já foi aprovada para prevenção da doença por importantes agências internacionais, como o FDA (Agência de Drogas e Alimentos dos EUA) e a Comissão Europeia.
 

Outra possibilidade é a utilização de vacinas que foram desenvolvidas para prevenção da varíola comum. Um desses casos é a ACAM2000, que está sendo utilizada contra monkeypox nos Estados Unidos.
 

Nesta sexta, a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) e a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) divulgaram recomendações para evitar a infecção por monkeypox. As organizações explicam que os sintomas comuns à varíola dos macacos, como as lesões na pele dos pacientes, podem ser confundidos por outras doenças.
 

"A SBU e a SBI recomendam que, diante de suspeita, que se acione a vigilância epidemiológica de cada região para orientações quanto à coleta de amostra e análise laboratorial, e, sempre que possível, seja feito um registro fotográfico das lesões", afirmam as sociedades em nota.
 

Medidas para prevenção também devem ser tomadas, como higienização constante das mãos com álcool 70% ou água e sabão, diminuir o número de parceiros sexuais e isolamento em caso de suspeita da infecção.

 

Fonte: Bahia Notícias

'Situação no Brasil é preocupante', afirma OMS sobre varíola dos macacos
Foto: Reprodução / G1

A líder técnica para varíola dos macacos da OMS (Organização Mundial da Saúde), Rosamund Lewis, disse em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (26) que "a situação do Brasil [para a doença] é preocupante".
 

"É muito preocupante para países como o Brasil [...] reportando um número significativo de casos", afirmou. Até a última sexta (22), o país contava com 607 casos confirmados da doença, segundo o Ministério da Saúde. O saldo é mais do que o dobro verificado no último dia 9, quando havia 218 diagnósticos confirmados em todo o país.
 

A maior parte dos casos se concentra no estado de São Paulo. A Secretaria de Estado da Saúde informou nesta segunda (25) que o estado já registrou 590 diagnósticos da doença. Comparando com a última sexta, houve o aumento de 26% nos casos da doença.
 

A líder técnica da OMS também chamou atenção para problemas de testagem que podem afetar o país. "O que é [...] importante é o acesso aos testes."
 

A organização declarou neste sábado (23) que a doença é considerada como emergência pública de preocupação global.
 

"Nós acreditamos ser o momento deste anúncio, considerando que, dia após dia, mais países e pessoas têm sido afetados pela doença. Precisamos de coordenação e solidariedade para controlar esse surto", disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS.
 

A varíola dos macacos é causada pelo monkeypox, um vírus do gênero orthopoxvirus. Outro patógeno que também é desse gênero é o que acarreta a varíola comum, doença erradicada em 1980.
 

Os principais sintomas da doença são febre, mal-estar e dores no corpo. Então, o quadro evolui para o surgimento de lesões na pele, sendo o contato com essas feridas a principal forma de transmissão do vírus.
 

No entanto, pesquisas já reportam que alguns pacientes desenvolvem essas lesões nas regiões genitais, anais ou orais. A hipótese é que isso aconteça porque a disseminação da doença está ocorrendo principalmente por contato sexual e na comunidade de homens que fazem sexo com outros homens. A OMS, por exemplo, já indicou que cerca de 90% dos diagnósticos se concentram nessa população.
 

Um receio é que este cenário cause estigma a esses homens. "Estigma e discriminação podem ser mais perigosos que qualquer vírus", afirmou Adhanom.
 

A vacinação de populações chaves e pessoas que tiveram contato com pacientes é uma forma eficaz de evitar a transmissão, mas a expectativa é de que a vacina demore para chegar ao Brasil.

 

Fonte: Bahia Notícias



 

 


 

 

 

 

 

 

 

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