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Odebrecht coloca empresas à venda para levantar R$ 12 bilhões e pagar dívidas
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
A Odebrecht colocou à venda um pacote de empresas para levantar R$ 12 bilhões ao longo do ano. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente do grupo acredita que "esse valor nos dará tranquilidade para atravessar o furacão". O grupo Odebrecht já acumula dívidas de R$ 90 bilhões, e já demitiu 70 mil funcionários depois do início da Operação Lava Jato. "Com o aperto monetário, a contração de crédito e a Lava Jato, iniciamos um programa de alienação de ativos", analisa Newton, que ocupa o cargo de presidente do grupo desde junho do ano passado, quando Marcelo Odebrecht foi preso. Por outro lado, o faturamento da empresa passou de R$ 107 bilhões em 2014 para R$ 132 bilhões em 2015. Ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, a alta do preço do dólar contribuiu com a situação, já que 61% da receita vem de atividades no exterior.  

Brasil, 01 de Abril de 2016.

Fonte: BN

Foto: Reprodução

Diretor de ‘Tropa de Elite’, José Padilha fará série americana sobre a Operação Lava-Jato
Foto: Divulgação
Conhecido por tratar de assuntos como violência e a corrupção policial em séries, filmes e documentários, vide “Ônibus 174”, “Tropa de Elite” e “Narcos”, o cineasta José Padilha, já tem um novo projeto na mira: a Operação Lava-Jato.
 
“O objetivo é narrar a operação policial em si e mostrar inúmeros detalhes esclarecedores que a própria imprensa desconhece“, afirmou o diretor, que mora nos Estados Unidos e disse já ter comprado os direitos de um livro ainda não lançado, com depoimentos exclusivos com os envolvidos no escândalo.
 
Para ele, não há motivações políticas na operação, e nem na construção do seriado. “Toda vez que alguém fala dos indícios avassaladores contra Lula, um petista diz que o PSDB também rouba. Tenta-se transformar tudo numa questão ideológica. Mas tudo é caso de polícia”, afirmou.
 
Como será uma produção internacional, a série terá título em inglês. De acordo com a revista Veja, Padilha trabalha com o nome provisório de “Jet Wash”, que seria “Lava-Jato” em tradução literal, mas isso deve mudar, já que a expressão correta para objeto de mesmo significado seria “Car Wash”, que é o título de uma famosa comédia dos anos 1970.

Brasil, 31 de Março de 2016.

Fonte: BN

Foto: Reprodução

Érico Brás é retirado de avião em Salvador: 'tratamento típico de racismo'
Foto: Reprodução / Instagram
O ator Érico Brás afirmou ter sofrido racismo na manhã desta quinta-feira (31), em um voo da Avianca que partia às 6h27 de Salvador com destino ao Rio de Janeiro. Segundo informações do portal G1 Bahia, disse ter sido tratado por grosseria por um comandante da companhia aérea, que retirou Érico e sua esposa, Kênia Maria, do avião. O caso ocorreu após o funcionário afirmar que a bagagem não poderia ser levada embaixo da poltrona em frente ao casal e em seguida guardar a mala no compartimento superior. “Ele [comandante] pegou com grosseria a bagagem. Ele estava bastante irritado. Ele jogou e empurrou a bagagem contra as outras no compartimento. Ela [esposa] disse: ‘Tem que ter cuidado para não quebrar’. Eu disse: ‘Você está sendo mal educado, não vou aceitar isso’. Ele chamou uma pessoa da Avianca e eu disse que não ia descer. Ele [comandante] chamou a PF, que disse que eu tinha que descer”, contou Érico. O voo atrasou 20 minutos por conta da discussão. Para Érico, o tratamento dispensado pelo comandante foi causado por racismo. “O tratamento é típico de racismo. Pelo fato de eles acharem que podem tratar as pessoas [negras] assim”, disse Érico. Após sair da aeronave, o ator prestou queixa contra a Avianca na Agência Nacional de Aviação (Anac). “Fiz uma queixa de descaso do comandante e vou entrar com ação na justiça por racismo”, afirmou. Segundo Érico, oito pessoas que estavam no voo também desceram do avião e prestaram depoimento na Anac, em solidariedade. Por conta do ocorrido, o ator se atrasou para uma gravação no Rio de Janeiro, marcada para as 10h desta quinta-feira. O ator relata que a esposa e os outros passageiros  que desceram conseguiram remarcar o voo, agendado para partir às 10h de Salvador. Por meio de nota, a companhia aérea afirmou "que mantém a sua prioridade na segurança de voo, em respeito a todos os seus passageiros". "No caso referido, a Polícia Federal foi acionada, como é praxe no setor, porque um grupo de clientes recusou-se a seguir as orientações dos comissários sobre a acomodação das bagagens", justificou a Avianca.

Brasil, 31 de Março de 2016.

Fonte: BN

Foto: Reprodução

Barroso diz que foro privilegiado é desastre para o país
Foto: STF
Poucas horas antes de participar do julgamento no qual o Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se o inquérito envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato permanece na primeira instância em Curitiba ou será enviado à Corte, o ministro Luiz Roberto Barroso disse nesta quinta-feira (31) que é contra a existência de foro privilegiado no país. “Foro por prerrogativa de função é um desastre para o país, a minha posição é extremamente contra”, disse Barroso durante palestra sobre reformas do Estado no Centro Universitário de Brasília (Uniceub). “É péssimo o modelo brasileiro e estimula fraude de jurisdição, na qual, quando nós julgamos, o sujeito renuncia, ou quando o processo avança, ele se candidata e muda a jurisdição. O sistema é feito para não funcionar”, acrescentou, de acordo com a Agência Brasil.  Barroso admitiu a possibilidade de que haja proteção institucional a algumas autoridades eleitas, mas defendeu mais uma vez a criação de uma vara especial em Brasília, de primeira instância, exclusivamente para julgar autoridades. “A autoridade, o parlamentar, as pessoas que estão expostas às vezes a um determinado tipo de má vontade ou de perseguição, elas podem ter algum tipo de proteção institucional, mas isso se realizaria com juízo de primeiro grau, em Brasília, com recursos para o Supremo ou o STJ [Superior Tribunal de Justiça]”, disse Barroso à plateia formada por alunos de direito. Na saída do evento, o ministro evitou comentar, em entrevista a jornalistas, o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, em curso no Congresso Nacional. Na última sexta-feira (25, ele disse a integrantes da comissão especial de impeachment da Câmara que o STF não vai mudar a decisão que for tomada pelo plenário da Casa sobre a admissão do processo de impedimento de Dilma. O STF decide nesta quinta (31) se o juiz Sérgio Moro, responsável pela investigação da Lava Jato na primeira instância, continuará na condução dos inquéritos contra Lula. O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, suspendeu as investigações que envolvem o ex-presidente, por entender que cabe à Corte analisar se Lula tem foro privilegiado e deve ser processado pelo tribunal.

Brasil, 31 de Março de 2016.

Fonte: BN

Foto: Reprodução

'Pílula do câncer' deve ser legalizada como suplemento alimentar, diz ministro
Foto: Divulgação/USP
A fosfoetanolamina não é tóxica e deve ser legalizada como suplemento alimentar até que os testes clínicos comprovem sua real eficácia contra o câncer, concluiu o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), após realizar uma série de estudos em parceria com universidades federais. A sugestão será encaminhada para avaliação dos parlamentares e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em resposta a demandas judiciais, o composto tem sido distribuído pela Universidade de São Paulo (USP) em três cápsulas diárias para cada paciente. "Isso significa que as pessoas estão absorvendo, por dia, em torno de 1g dessa substância. Nessa quantidade, está comprovado que não é tóxico. Temos certeza", assegurou o ministro Celso Pansera. Ele considera que legalizar a fosfoetanolamina é "o mais rápido caminho" para eliminar o mercado clandestino e desjudicializar o acesso à substância, que ganhou o apelido de "pílula do câncer" desde o ano passado, quando virou centro de polêmica. Pacientes terminais conseguiram na Justiça o direito de receber as cápsulas, produzidas pela USP há 20 anos, apesar da falta de estudos científicos que comprovem a eficácia e a segurança do produto para a saúde humana. "Como suplemento alimentar, o composto pode ganhar as farmácias e as lojas especializadas, com rótulos e orientações claras de que seu uso não substitui nenhum acompanhamento médico ou tratamentos que já têm eficiência conhecida", disse Pansera. O MCTI informou que verificará com uma pequena empresa de São Paulo - que já tem sintetizado a fosfoetanolamina para fins de pesquisa - e com laboratórios de instituições públicas o interesse em solicitar a patente do produto. Caberá à Anvisa, então, apreciar sua regulamentação como suplemento. A agência já se manifestou "preocupada" com a aprovação pelos deputados, semana passada, do projeto de lei que autoriza o uso da substância como medicamento, sem que tenha sido testada "de acordo com as metodologias científicas internacionalmente utilizadas". Afirmou, porém, que, se qualquer grupo de pesquisa protocolar solicitação para a realização de estudos clínicos, isso será feito "com presteza e rapidez". As pesquisas pré-clínicas e clínicas devem seguir sendo conduzidas em animais para avaliar a eficácia contra o câncer, disse Pansera: "É um processo longo e lento, que demanda anos". Os próximos passos são os testes em um pequeno grupo de pessoas e, depois, em um grande grupo. Os cientistas, vinculados ao MCTI por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), trabalham sobre as reações de células de câncer de pâncreas e de pele à fosfoetanolamina. "Isso já deveria ter sido feito lá atrás. Foi uma opção dos pesquisadores não fazer. Por conta da polêmica, decidimos fazer o roteiro correto", disse o ministro. Novos resultados devem ser apresentados até a segunda semana de abril. Pansera afirmou que a sugestão de legalizar a "fosfo" como suplemento considera uma "realidade estabelecida": a de que as pessoas estão consumindo a substância, mesmo de forma ilegal. "Isso está mitificando o composto. Existem defesas apaixonadas, favoráveis e contrárias. Não tem outra saída senão jogar a luz da ciência sobre esse fato", afirmou.

Brasil, 31 de Março de 2016.

Fonte: BN

Foto: Reprodução



 

 


 

 

 

 

 

 

 

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