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Bloqueio no orçamento inviabiliza o funcionamento de instituições de ensino federais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Após o Ministério da Educação (MEC) anunciar o bloqueio de 14,5% da verba das universidades e institutos federais para despesas de custeio e investimento, instituições de ensino público da Bahia criticaram a medida do Governo Federal. Em nota, a Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) classificou o bloqueio como “inadmissível, incompreensível e injustificável”.

 

Em um documento enviado às universidades, o MEC diz ter sofrido um bloqueio de $ 3,23 bilhões, equivalente a 14,5% da verba para uso neste ano, e que decidiu repassar esse valor de forma uniforme a todas as unidades e órgãos vinculados ao ministério, ou seja, bloquear 14,5% de cada universidade, instituto ou entidade ligada ao MEC.

 

Segundo a UFBA, o bloqueio equivale a R$26 milhões, representando 25,1% do valor originalmente disponível para o ano corrente. A universidade define o bloqueio como um “claro instrumento de retrocesso” e que a decisão é ainda mais grave por estar em meio ao processo de retomada das atividades presenciais. 

 

“Com efeito, isso é tanto mais grave por sermos colhidos em pleno voo, quando assumimos a tarefa de retorno pleno à nossa casa e muito necessitamos dos recursos de custeio para completar a preparação de auditórios e salas de aula, de laboratórios de pesquisa e ensino, de residências e restaurantes universitários. Com o bloqueio, parecem querer retirar-nos o chão e o futuro”, diz a nota de repúdio.

 

Para a UFRB, o atual bloqueio significa mais de R$ 6,6 milhões que, segundo a instituição, afetam diretamente a manutenção e o funcionamento institucional, comprometendo o pagamento de despesas essenciais, como energia elétrica e água. A universidade também chamou de “desrespeito, afronta e ausência de senso político” a medida.

 

“O que deveria ser garantia e incentivo, tão somente demonstra desprezo e ignorância frente ao papel relevante das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil. O recente bloqueio de mais de 1 bilhão de reais no orçamento das Universidades e Institutos Federais, anunciado em 27/05/2022, reforça novamente o projeto perverso de sucateamento e precarização da Educação Pública”, divulgou a reitoria da UFRB.

 

O Conselho Superior (Consup) da IFBA disse que o sentimento diante da decisão é de “indignação, incredulidade e perplexidade”. De acordo com o Consup, o bloqueio, que representa R$ 12 milhões do valor do orçamento em 2022, afetará todos os 22 campi do IFBA e a Reitoria. O instituto ainda afirma que caso a medida não seja revertida, “o pleno funcionamento do Instituto Federal da Bahia estará ameaçado a partir de outubro de 2022, o que inclui a possibilidade de suspensão de parte das atividades presenciais no Instituto”.

 

“A comunidade do Instituto Federal da Bahia se mantém firme na defesa da Educação Pública e no seu compromisso com a missão de garantir a oferta de educação pública, gratuita e socialmente referenciada. O Conselho Superior do IFBA em liame com a comunidade acadêmica apoia e adere às manifestações de todas as Instituições Federais de Ensino contra as medidas e atos que ameacem solapar e precarizar a Educação Pública no Brasil”, finaliza a nota.

 

Com quatro universidades federais (Universidade Federal da Bahia - UFBA, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB, Universidade Federal do Sul da Bahia - UFSB, Universidade Federal do Oeste da Bahia - UFOB) e um instituto federal (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia -IFBA), a Bahia, junto com Pernambuco, é o estado que mais possui universidades públicas no Nordeste.

 

Fonte: Bahia Notícias

Para os assessores, Guedes é muito resistente em relação à liberação de um subsídio aos combustíveis

 
Equipe de Bolsonaro culpa Guedes por avanço de Lula nas pesquisas eleitorais, diz portal

A equipe de Jair Bolsonaro (PL), responsável pela reeleição do presidente, entrou em conflito com Paulo Guedes, o ministro da Economia, desde que o ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT) apareceu na frente de Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. Segundo o portal “g1”, os assessores políticos do presidente afirmam que Guedes é muito “resistente” por não ceder o subsídio temporário aos combustíveis. 

No último dia 26, o Datafolha divulgou dados da mais recente pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial de 2022. A pesquisa indicou que Lula tem 54% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro aparece com 30%. Nesse cenário, o ex-presidente venceria a eleição no 1º turno. 

Com a alta do preço dos combustíveis no mundo e as incertezas acerca da Petrobras (PETR4), e após indicar o novo ministro de Minas e Energia e o terceiro presidente da Petrobras no governo Bolsonaro, Guedes passou a ser responsável por solucionar a questão dos combustíveis. No entanto, a equipe de Bolsonaro critica o ministro, afirmando que suas medidas podem não fazer efeito na eleição. 

Os assessores de Bolsonaro sugerem “um cavalo de pau imediato na economia” como uma solução para o problema. Uma das propostas seria o uso de parte dos royalties do Estado para subsidiar os combustíveis. Ainda segundo o “g1”, a equipe econômica argumenta que isso furaria o teto de gastos. 

No entanto, para a equipe política, não há outra saída para conter o avanço de Lula nas pesquisas, que atribuem ao aumento dos combustíveis. 

 

Bolsonaro e Guedes divergem sobre o preço dos combustíveis

Não é de hoje que o presidente vem criticando a Petrobras e os preços cobrados pela companhia pelos combustíveis no País. Bolsonaro vê com maus olhos o lucro da estatal, afirmando que a Petrobras pode “quebrar o Brasil” caso continue a subir os preços. 

De acordo com o “g1”, o principal mote dito aos ministros é de que a definição da eleição está nas mãos do governo já que é a “economia que elege e derruba o presidente”. Um dos ministros afirmou que, apesar da alta dos preços refletir a guerra e a inflação global, “o eleitor está preocupado com o arroz e feijão dele, não quer saber o que está acontecendo na Europa quando não consegue comer”.

Mesmo diante desse cenário, Guedes não cede para conceder um subsídio, medida que ganhou reforço na Câmara. Deputados afirmaram que é preciso declarar uma situação de emergência, com a desculpa de guerra, e liberar o subsídio. 

O “g1” destaca que a preocupação de Bolsonaro é justificada, pois o comitê de Lula considera que acertou ao definir a crítica à agenda econômica do presidente como mote de sua campanha. 

 

Fonte: BP Money

 

Os 12 bombeiros militares baianos enviados a Pernambuco participam, a partir desta segunda-feira (30), da “Operação Recife”, de buscas a pessoas desaparecidas nos bairros de Monte Verde e Milagres. Fazem parte da equipe mergulhadores autônomos, além de especialistas em Busca e Resgate de Estruturas Colapsadas (Brec) e em Busca, Resgate e Salvamento com Cães (Bresc), que têm o apoio de uma cadela farejadora.

“Estamos à disposição da sociedade pernambucana e do Corpo de Bombeiros de Pernambuco. A chuva por aqui ainda não parou e tem muitas áreas com rios bastante elevados. O cenário ainda se mostra bastante instável e as buscas permanecem incessantemente, pois muitas pessoas ainda estão desaparecidas”, explicou o tenente-coronel BM Gabriel Penna, que comanda a operação.

 

Atuação recente

Em fevereiro deste ano, uma equipe também com 12 bombeiros militares baianos atuou por nove dias em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, após a área ser atingida por fortes chuvas.

 

Fonte: CBMBA

Brasil tem dois casos suspeitos de varíola dos macacos
Foto: Reprodução

 O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (30) que o Brasil tem dois casos suspeitos de varíola dos macacos, um no Ceará e outro em Santa Catarina. Nenhum caso foi confirmado até o momento.
 

 

O ministério disse que "está em contato com estados para apoiar no monitoramento e ações de vigilância em saúde".
 

Na segunda-feira passada (23), a pasta criou uma sala de situação para rastrear os casos suspeitos e definir o diagnóstico clínico e laboratorial.
 

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações também acompanha o avanço da doença com a ajuda de um grupo de especialistas ligados à UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), à Universidade Feevale e à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
 

Na sexta (27), a Argentina confirmou os dois primeiros casos da doença na América Latina.
 

A varíola dos macacos é do gênero Orthopoxvirus, o mesmo da varíola, e tem sintomas similares ao dela, embora menos graves. A maioria dos pacientes se recupera em poucas semanas, mas há possibilidade de evolução para casos problemáticos.
 

O vírus tem duas variantes principais: a cepa do Congo, mais grave e com até 10% de mortalidade, e a da África Ocidental, com mortalidade de 1%.
 

Segundo especialistas, a transmissão se dá por contato próximo prolongado, não necessariamente sexual. O vírus pode entrar no corpo humano através do trato respiratório ou pelo contato, direto ou indireto, com fluidos contaminados.
 

Os sintomas incluem erupções cutâneas, febre, dores e calafrios.
 

O surgimento de novos casos de varíola dos macacos no mundo tem levado brasileiros a procurarem pela vacina e por cartões de vacinação antigos.
 

Em um levantamento feito pela Abcvac (Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas) a pedido da Folha, 73% dos associados responderam que aumentou a procura por um imunizante. Do total, 25% afirmaram que há "muita" demanda e 48%, que há "alguma" demanda.
 

Apesar do interesse recente, nenhum imunizante da varíola está disponível nem na rede privada nem no SUS (Sistema Único de Saúde). A vacina parou de ser aplicada no Brasil em 1979 e, em maio de 1980, a Assembleia Mundial da Saúde declarou oficialmente a erradicação da doença.

 

Fonte: Bahia Notícias

Somente a camisinha não previne a varíola dos macacos, aponta especialista

Foto: Journal of Veterinary Sciences

A varíola dos macacos (monkeypox) é transmitida através do contato íntimo e duradouro, mas segundo o infectologista Ricardo Rosário apenas o uso da camisinha não previne a doença.  Ao Bahia Notícias, o especialista esclareceu que o vírus está presente na saliva e nos fluidos corpóreos, principalmente nos fluidos que saem das lesões – nesse caso, uma das situações que configura esse tipo de contato é a relação sexual.

 

 

No último dia 17, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou ter sido notificada do primeiro caso da varíola dos macacos em um homem do Reino Unido, que teria contraído a doença durante viagem à Nigéria. A Europa, Portugal e Espanha também reportaram casos. Já no Brasil, nenhum caso foi identificado, mas o Ministério da Saúde estabeleceu uma Sala de Situação para monitorar possíveis notificações da doença no país. 

 

Ricardo explicou ainda que ao contrário do Sars-CoV-2, que é o novo coronavírus, a varíola dos macacos tem um índice de transmissibilidade muito menor, exigindo um contato próximo. Por conta disso, a maioria das pessoas que tiveram diagnóstico foram jovens, que desenvolveram lesões principalmente na região da genitália.

 

De acordo com o especialista, a varíola dos macacos é causada por um vírus que foi descoberto em 1970 e é uma doença restrita ao continente africano, e que se classifica como endêmica em alguns países africanos, mas que agora foi surgindo em países fora do continente. “Hoje nós temos casos diagnosticados em pelo menos 14 países. No Brasil ainda não existem casos confirmados, mas é bem possível que apareça aqui”, afirmou o médico. 

 

A doença não é transmitida por pequenas gotas de saliva. Diante disso, Ricardo avalia que nesse momento ainda não existe necessidade para o uso massivo de máscara para evitar a contaminação, sendo o diagnóstico precoce a melhor maneira de conter a proliferação da varíola dos macacos. 

 

A vacina contra a varíola humana chegou a ser citada como método de prevenção, porém o imunizante não é utilizado desde o século passado na maioria dos países pelo fato da doença ter sido considerada erradicada. O infectologista informou que a vacina da varíola humana protege contra a varíola dos macacos em cerca de 80% dos casos e que a necessidade do retorno do uso do imunizante está sendo avaliado dependendo da evolução da doença. 

 

“A varíola dos macacos é uma doença benigna, a maioria das pessoas tem um quadro autolimitado, que às vezes nem precisa tomar remédio, pois o próprio organismo humano vence o vírus, assim como a catapora, inclusive são vírus muito parecidos. As doenças que mais se assemelham à varíola dos macacos são a catapora e sífilis.[...] Assim como outras viroses, apresenta febre, dor no corpo, aumento dos gânglios linfáticos e as vesículas, que assim como a catapora, tem uma apresentação de cima para baixo, como face, tronco, até os membros inferiores, também nos órgãos genitais”, destacou.

 

Como recado para a população, o especialista alerta para que as pessoas não entrem em pânico, pois a doença possui um baixo grau de transmissibilidade, além de ser uma doença autolimitada. "O nosso próprio organismo é competente para se livrar do vírus e se curar, uma patologia que até então não teve nenhum caso de gravidade e óbito. Não existe nenhum motivo para haver medo, as pessoas podem tocar suas vidas adiante, mas tendo cuidado com o contato íntimo com outras pessoas”, concluiu.

 

Fonte: Bahia Notícias



 

 


 

 

 

 

 

 

 

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