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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) iniciou, nesta segunda-feira (2), a 2ª etapa das estratégias de vacinação contra a gripe e o sarampo, na capital baiana. A mobilização acontece de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 17h, em todas as 156 salas de vacina instaladas nos postos de saúde da Atenção Básica do município. Além dos públicos que já faziam parte das campanhas, foram incluídos, nessa fase, novas populações elegíveis.
A partir desta segunda, podem receber vacina contra influenza crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos ou mais, professores de escolas públicas e privadas, pessoas portadoras de doenças crônicas, pessoas com deficiência permanente, profissionais das forças de segurança e salvamento e das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.
Durante a 2ª etapa das estratégias, a aplicação do imunizante contra sarampo estará disponível para crianças de 6 meses a menores 4 anos, 11 meses e 29 dias e trabalhadores da saúde. Para se vacinar, é preciso levar a carteira de vacinação ou cartão SUS e documento com foto. Os profissionais da saúde devem apresentar a carteira do órgão onde atua.
Segundo a prefeitura, desde o início da campanha, foram vacinados contra influenza aproximadamente 115 mil pessoas na capital baiana. O número corresponde apenas a 12,63% de cobertura vacinal. Durante a estratégia de vacinação deste ano, foram aplicadas quase 16 mil doses de imunizante contra o sarampo, o que representa 11,13% do público alvo.
Apesar da baixa adesão, a meta é imunizar pelo menos 90% da população elegível para a estratégia. A estimativa é que este ano cerca de 1,2 milhão de pessoas façam parte do público-alvo da campanha da gripe.
Cerca de 552 mil moradores da capital baiana estão elegíveis para a atualização vacinal contra o sarampo. O objetivo da campanha é proteger pelo menos 95% desse público.
Fonte: Bahia Notícias
O prefeito Bruno Reis (UB) lamentou o peso dos recursos destinados pelo município para a manutenção de leitos exclusivos para a Covid-19 em Salvador. À imprensa, na manhã desta terça-feira (3), ele disse que desde março a gestão arca sozinha com os custos.
"Estamos desmobilizando os hospitais de campanha, por último agora foi o Sagrada Família. Estamos ainda mantendo os leitos pediátricos, que têm taxa de ocupação entre 60% e 70%, mas estou desde março pagando essa conta sozinho", declarou.
Bruno disse que a prefeitura arca também com a vacinação, custeando a operação que agora se concentra nos postos. Além dos hospitais de campanha, a prefeitura mantém o gripário da UPA dos Barris.
"Mantivemos o gripário dos Barris porque ele está funcionando como uma tenda de suporte, principalmente para as crianças. Mas, à medida que os números caiam, a ideia é desmobilizar", acrescentou.
A prioridade da Saúde municipal, segundo o prefeito, deverá ser os exames de diagnóstico e a realização de cirurgias eletivas, paralisados durante a pandemia.
Fonte: Bahia Notícias
Parece não haver data para que seja firmado um acordo entre os professores da rede municipal de ensino e a Secretaria de Educação de Salvador (SMED). A categoria pede um reajuste de 33,23% no salário seguindo a orientação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB). A gestão Bruno Reis bate o pé em defender o reajuste de 4%. Em meio ao imbróglio, o secretário da pasta, Marcelo Oliveira, já considera que os educadores não estão investindo na luta pelo direito ao reajuste, mas sim na greve por si só.
O gestor avalia a proposta de 33,23%. Ele explica que o pleito se baseia no reajuste a partir do piso salarial da categoria. No entanto, segundo o secretário, na capital nenhum professor da rede ganha o piso salarial. “Ocorre que na prefeitura de Salvador ninguém ganha o piso. Então não tem como aumentar nesse percentual todo o plano de carreira, se não quebra a prefeitura”, disse.
Ainda de acordo com o secretário, a previsão de aumento da receita do Fundeb é de 4,8%. Este valor é uma projeção do quanto a pasta deve arrecadar a mais do que o ano anterior. “Mas desde 2021 que a gente já gasta mais que a totalidade e que o recurso do Fundeb para pagar apenas professores. Não é a folha da secretaria, mas sim e apenas os professores que já representam 101% do Fundeb. Logo, dar aumentos nessa proporção é impossível”, explicou.
Marcelo Oliveira disse ao Bahia Notícias que apresentou estes números à APLB demonstrando a impossibilidade dos reajustes. “Propomos 4% demonstrando que gostaríamos de negociar, mas eles não fizeram uma contra proposta. O que a gente percebe é que o interesse é na greve e não na negociação. Eles mandam 33%, a gente oferece 4%, o que se espera que venham de lá? Vamos dar um desconto, vamos ver se a gente chega a um número um pouco melhor, mas não foi isso que aconteceu”, avaliou.
Para o secretário, há uma clara distorção na proposta feita pelos servidores. “Percebemos como se o propósito não fosse uma campanha salarial e sim fazer uma demonstração de força. É uma indignidade, depois de dois anos de aulas suspensas se pensar em greve com as crianças com prejuízo no aprendizado. O que precisamos fazer agora é tentar resgatar a retomada das aulas presenciais, aí vem um indicativo de greve? Ninguém está pensando nessas crianças e nesses jovens que frequentam as escolas municipais? É difícil”, desabafou.
Fonte: Bahia Notícias
A fila de perícias médicas do INSS ultrapassou mais de 1 milhão de agendamentos, segundo informações do Ministério do Trabalho e Previdência. Ao todo, 1.008.112 segurados esperam para ser atendidos por um médico.
O número de perícias inclui todos os tipos de benefício que necessitam de avaliação pericial para concessão. Na lista, estão auxílio-acidente, auxílio por incapacidade temporária --antigo auxílio-doença-- e aposentadoria incapacidade permanente --antiga aposentadoria por invalidez--, pagos a quem tem alguma incapacidade para trabalhar.
Há ainda outros benefícios, como BPC (Benefício de Prestação Continuada), aposentadoria da pessoa com deficiência e aposentadoria especial, entre outros, que necessitam da análise de um médico.
Há poucas semanas, o número de cidadãos à espera de atendimento estava em torno de 780 mil, mas, com o início da greve dos peritos, que na sexta-feira (29) chegou a 31 dias, o quadro se agravou. Dados da ANMP (Associação Nacional dos Médicos Peritos) mostram que houve ao menos 320 mil remarcações de exames periciais desde o início da greve.
A espera para conseguir um atendimento também é longa e está em cerca de 60 dias, segundo informações do governo enviadas ao Congresso na edição da medida provisória 1.113, que tenta implantar a perícia médica a distância em alguns benefícios, com envio de atestado pela internet, como já ocorreu na pandemia.
Francisco Eduardo Cardoso Alves, vice-presidente da ANMP, afirma que a categoria tem cumprido a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e mantém 70% dos médicos peritos em atendimento nas agências, enquanto 30% estão parados. Hoje, a Perícia Médica Federal tem 3.400 profissionais, mas com afastamentos, 3.200 estão na ativa.
"Os peritos se sentem indignados com a forma como o governo vem tratando a categoria. Temos mais de 320 mil perícias remarcadas no período e, até agora, não se moveram para negociar", afirma.
Dentre as reivindicações dos médicos, estão reposição salarial de 19,9% --o governo oferece reajuste de 5% a todos os servidores--, melhores condições de trabalho, com todos os profissionais fazendo atendimentos presenciais e sem nenhum deles "fora da agenda de atendimentos" e concurso público para regiões do país onde é necessário mais profissionais.
O mais de 1 milhão de segurados na fila do INSS para a perícia médica reflete um conjunto de fatores, segundo especialistas. Dentre eles estão a greve dos peritos, a pandemia, que aumentou o número de cidadãos em busca de benefício incapacitados em um período no qual as agências ficaram fechadas, e a falta de servidores.
O segurado que tem perícia marcada não pode deixar de comparar à agência da Previdência no dia e na hora agendados. Se não conseguir atendimento por causa da greve, é preciso provar, de alguma forma, que esteve no local.
O ideal é pedir a algum funcionário do INSS um documento registrando data e hora em que esteve no posto do INSS, com assinatura e carimbo do órgão. Caso não seja possível, a orientação de especialistas é fazer uma foto, que contenha data e horário, e conversar com pessoas que também estavam lá, que possam servir de testemunha, caso seja necessário.
Fonte: Bahia Notícias
Clínicas e empresas privadas poderão adquirir vacinas contra a Covid-19 sem a necessidade de doação ao SUS (Sistema Único de Saúde). Em maio, a AstraZeneca Brasil deve entregar as primeiras doses às clínicas privadas.
Antes da Espin (Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional) ser encerrada (relembre aqui), clínicas e empresas privadas já podiam adquirir os imunizantes contra a Covid, mas precisavam doar toda a aquisição ao SUS enquanto houvesse vacinação de grupos prioritários.
O presidente da Associação Brasileira de Clínicas de Vacina (ABCVac), Geraldo Barbosa, disse que ainda não há contratos fechados, mas que as negociações com a AstraZeneca estão bem adiantadas. Ao jornal Folha de S. Paulo, Barbosa disse que “ainda não foi fechado o volume de doses, preços e quando exatamente as doses estarão disponíveis nas clínicas porque depende da compra de cada clínica”.
Por enquanto, somente a AstraZeneca negocia com o setor privado. Em nota, o laboratório afirmou que as primeiras doses devem ser entregues às instituições em maio, mas “a disponibilização ao público final fica a cargo de cada instituição". A Pfizer e a Janssen declararam que ainda não estão negociando com empresas privadas, e que o fornecimento, por ora, é exclusivamente para o governo federal.
Segundo Geraldo Barbosa, uma Medida Provisória estaria sendo preparada para regular a venda de vacinas no setor privado, mas a área jurídica do Ministério da Saúde considera que isso não é necessário.
O presidente da ABCVac também esclareceu quem seria o público alvo das clínicas particulares: colaboradores de empresas, pessoas que trabalham em local de risco e querem reforçar a dose. Todos terão que apresentar prescrição médica para receber o imunizante.
"Além de pessoas que futuramente possam não entrar na cobertura vacinal do SUS. Com a doença controlada a vacina deve ser como a da gripe, aplicada em grupos específicos", completou Barbosa.
Fonte: Bahia Notícias
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