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Importação de medicamentos à base de cannabis na Bahia cresceu 6.900% entre 2018 e 2022

Foto: Reprodução / Pixabay

As importações de medicamentos à base de cannabis autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cresceram 6.918,51% na Bahia entre 2018 e 2022, saltando de 54 para 3.790 durante o período. Apenas nos primeiros seis meses deste ano, o número de medicamentos à base de cannabis chegou a 3.254, sendo 85,85% da quantidade total registrada em 2022. Os dados foram coletados pela Agência Tatu, após solicitação junto à Anvisa.

 

A Bahia é, disparado, o estado nordestino com a maior quantidade de autorizações concedidas pela Anvisa para a importação de remédios com as substâncias da cannabis. Atrás dos baianos, a segunda unidade federativa da região com os maiores números em 2023 é o Ceará, com 981, que representa cerca de 30% do total da Bahia.

 

 

No âmbito nacional, o Brasil chegou a 66.159 importações dos medicamentos até junho deste ano, enquanto nos 12 meses de 2022 o número registrado foi de 80.413. Desde 2019,  houve um crescimento anual de mais de 100% no número de importações desses medicamentos.

 

Em 2022, a Anvisa autorizou a empresa brasileira GreenCare a vender, a partir de agosto do mesmo ano, remédios à base de extrato da cannabis nas farmácias do país. A expectativa era de que a venda nas farmácias diminuísse o intervalo entre a compra e o consumo do medicamento. Na época, este tipo de remédio precisa ser importado diretamente pelos pacientes.

 

REGULAMENTAÇÃO NA BAHIA

Em março deste ano, o deputado estadual Euclides Fernandes (PT) apresentou o Projeto de Lei de nº 24.707, que propõe a criação de política estadual de fornecimento gratuito de medicamentos de derivado vegetal à base de canabidiol para a realização de tratamentos de pacientes. Segundo o PL, a distribuição seria feita nas unidades de saúde pública estadual e privada conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

 

“A nível governamental, pontuamos que no ano de 2015, a Anvisa mudou seu entendimento e autorizou a utilização de alguns derivados da cannabis para fins medicinais, porém até a presente data, não há uma regulamentação legal que discipline o uso medicinal da planta no Brasil. Além disso, destacamos também que os medicamentos em foco precisariam ser importados de outros países. Exigência que acarreta uma elevada burocracia e encarece excessivamente o valor do tratamento”, explicou Euclides Fernandes.

 

O PL foi inicialmente idealizado pelo deputado estadual licenciado e secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Osni Cardoso. A proposta ainda segue na AL-BA para discussão e, até o momento, não foi ao plenário para votação.

 

PREFEITURA DE SALVADOR

Também em março, a prefeitura de Salvador sancionou a lei para que o SUS forneça medicamentos à base de canabidiol (CBD) ou tetra-hidro-canabinol (THC). A proposição é de autoria do vereador André Fraga (PV), membro da bancada governista.

 

A medida deverá beneficiar pacientes soteropolitanos que vivem com agravos como Epilepsia, Transtorno do Espectro Autista, Esclerose, Alzheimer e Fibromialgia, quadros de saúde em que o uso de fármacos à base de canabinóides é atestada pela própria Anvisa.

 

"O projeto propõe que a prefeitura determine um orçamento anual e que sejam criados critérios para essa política pública. Talvez você não consiga atender toda a demanda nesse primeiro momento ou viabilizar para todo mundo, mas é importante que você tenha critérios como, por exemplo, famílias de baixa renda, doenças com maior comprovação científica sobre a efetividade do uso da cannabis, e a partir daí você vai aperfeiçoando", explicou André Fraga (entenda o projeto aqui).

 

Fonte: Bahia Notícias

Fabricante de Ozempic vira 2ª maior empresa da Europa e muda economia da Dinamarca

Foto: Divulgação

Fabricante de Ozempic vira 2ª maior empresa da Europa e muda economia da Dinamarca e outros destaques do mercado nesta sexta-feira (18).
 

As vendas da dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante de medicamentos injetáveis para diabetes como Ozempic e Wegovy, deram um salto tão grande neste ano que transformaram a economia do país, mostra reportagem do Wall Street Journal.
 

A demanda por esses tipos de medicamentos, também chamados de "canetas emagrecedoras" e apontados como aliados no tratamento da obesidade, explodiu neste ano.
 

Seu uso sem acompanhamento médico, porém, traz riscos, como mostramos aqui e nesta edição do podcast Café da Manhã.
 

ENTENDA

A alta nas receitas da Novo Nordisk, que deve chegar a até 33% neste ano, mudou a dinâmica de um país como a Dinamarca, cujo PIB gira em torno de US$ 406 bilhões (R$ 2 trilhões).
 

O fluxo de dólares gerado pela empresa foi tamanho que o krone, divisa dinamarquesa, se valorizou acima do esperado em relação ao euro, explica Jens Naervig Pedersen, diretor do Danske Bank, ao Wall Street Journal.
 

O primeiro efeito disso foi que o banco central dinamarquês teve que abaixar as taxas de juros no país, em movimento contrário ao feito pelo Banco Central Europeu, para tentar tirar força da moeda nacional.
 

Juros baixos acabam gerando efeitos na economia como um todo, como o aumento de investimento e empregos pelas empresas, e queda em todas as outras taxas negociadas no mercado.
 

EM NÚMEROS

A demanda pelos medicamentos da Novo Nordisk fez o valor de mercado da empresa aumentar em um terço neste ano, para US$ 419 bilhões (2,08 trilhões). Na Europa, ela só está atrás da LVMH (dona da Louis Vitton).
 

As receitas no segundo trimestre deste ano cresceram 32% em relação ao mesmo período do ano passado.
 

Apenas o Wegovy vendeu 537% a mais nesse recorte, com receitas de US$ 1,1 bilhão.

 
 
 
Fonte: Bahia Notícias

Uso da inteligência artificial tem contribuído em 20% para detecção de de câncer de mama, revela pesquisa

Foto: Reprodução IStock

Uma pesquisa publicada na revista The Lancet Oncology na última terça-feira (1º), revelou que o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama foi considerado seguro e eficiente. O estudo mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres comparados com a leitura da mamografia, realizada por dois radiologistas. 

 

Os cientistas observaram que a ferramenta tecnológica não aumentou os falsos positivos e reduziu a carga de trabalho de leitura da mamografia em 44%.

 

Mesmo com resultados positivos, a principal autora do estudo, Kristina Lang, da Universidade de Lund, apontou que a inteligência artificial não deve ser utilizada na triagem de mamografia. 

 

A cientista explicou que o estudo deve ser utilizado somente para novos ensaios e avaliações baseadas em programas para ajudar no combate a escassez de radiologistas em muitos países. 

 

“Os estudos não são suficientes por si só para confirmar que a inteligência artificial está pronta para ser implementada na triagem de mamografia”, disse. 

 

A pesquisadora afirmou ainda que é necessário compreender a combinação dos radiologistas com a inteligência artificial e o custo-benefício da tecnologia.

 

 

A inteligência artificial foi pensada para fazer a primeira leitura automatizada das mamografias. Depois disso, de acordo com o resultado, o exame, então, passaria para ser avaliado por radiologistas. 

 

O estudo foi realizado com 80.033 mil mulheres na Suécia, entre abril de 2021 e julho de 2022. As pacientes tinham idades entre 40 e 80 anos e se submeteram à mamografia para análise de inteligência artificial.

 

Fonte: Bahia Notícias

Para Francisco

Foto: Reprodução / Twitter

Considerado o maior evento internacional da Igreja Católica, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) está de volta após a pandemia de Covid, desta vez em Lisboa, com a expectativa de atrair 1 milhão de pessoas.
 

Mas a festa, entre terça (1º) e domingo (6), com a presença do papa Francisco, acontece em meio a críticas pelo uso de dinheiro público para financiar o megaencontro e ainda sob o impacto do relatório que identificou pelo menos 4.815 menores de idade abusados por membros da igreja em Portugal desde 1950.
 

O custo total da JMJ para os cofres públicos lusos ainda não foi contabilizado. O governo previu um investimento de EUR 36 milhões (R$ 187,9 milhões), enquanto a Câmara de Lisboa, equivalente à prefeitura, afirmou que gastará no máximo outros EUR 35 milhões (R$ 182,7 milhões) com o evento --outras câmaras municipais, como as de Loures e de Oeiras, também devem despender milhões de euros com a jornada.
 

Em 2013, quando Francisco veio ao Brasil, também para uma edição da JMJ, logo após ter sido eleito pontífice, o custo total estimado pelos organizadores à época foi entre R$ 320 milhões e R$ 350 milhões, com pelo menos R$ 109 milhões oriundos de recursos públicos.
 

A principal justificativa lusa para o investimento no encontro é o legado das obras para a população e o impulso econômico proporcionado pela ida de peregrinos ao evento, que serviria ainda de vitrine a Lisboa.
 

Na sexta-feira (28), reportagem do jornal Expresso, um dos mais lidos do país, mostrou que 75,8% dos contratos celebrados por entidades públicas para a JMJ foram feitos sem concorrência pública, por meio dos chamados ajustes diretos. O ritmo de contratações por esse método disparou no último mês.
 

Embora a prática não seja irregular, a ausência de concorrência pública dificulta a transparência das contas. Uma das obras feitas por meio de ajuste direto, o altar-palco instalado no Parque Tejo para receber o papa, foi alvo de um protesto que viralizou. Nas escadas diante da cruz, o artista português Bordalo II instalou um "tapete de dinheiro" formado por reproduções de notas de EUR 500 em grandes dimensões.
 

"Num Estado laico, num momento em que muitos lutam para manter suas casas, o trabalho e a dignidade, milhões do dinheiro público vão para o patrocínio da turnê da multinacional italiana", escreveu o artista.
 

Fotos da ação correram o mundo e geraram questionamentos sobre a segurança do evento. Para realizar o protesto, Bordalo II vestiu um colete similar ao dos trabalhadores que faziam a montagem do palco --um vídeo mostra que ele conseguiu entrar na área reservada e instalar o "dinheiro" sem qualquer dificuldade.
 

Autoridades negaram que tenha havido alguma falha. O secretário-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI) afirmou que o local "ainda não é considerado um espaço público e, assim, a responsabilidade é do empreiteiro da obra, bem como da empresa contratada para o serviço de segurança". Pouco após a divulgação do protesto, no entanto, a Polícia de Segurança Pública anunciou a proibição de cartazes de "grandes dimensões" com "mensagens ofensivas" à JMJ dentro dos espaços do evento.
 

Pesquisa realizada pelo instituto Intercampus em fevereiro mostrou que 69% dos portugueses apoiam a realização do encontro no país, ainda que a maioria (62,5%) fosse contra o Estado custear o evento. O número de fiéis em Portugal caiu ligeiramente na última década, mas 8 em cada 10 portugueses ainda se declaram católicos. No último censo, de 2021, 80,2% da população disse seguir o catolicismo, contra 81% em 2011. O número de pessoas sem religião, no entanto, subiu e agora representa 6,6% da população.
 

A JMJ também provocou críticas por mudanças que serão impostas à rotina dos lisboetas. Devido ao evento, a circulação será limitada em pontos que concentram escritórios, como a região do Marquês de Pombal. Diversas lojas e empresas suspenderão suas atividades ou migrarão para o esquema remoto.
 

No começo do mês, a Câmara Municipal de Lisboa foi acusada por sem-teto e ativistas de realizar uma operação para a remoção da população em situação de rua da avenida Almirante Reis, área que reúne tendas e abrigos improvisados na capital lusa e ponto de passagem para um dos palcos da jornada.
 

As autoridades municipais, contudo, negaram que a intenção tenha sido esconder essa parcela da população, afirmando que intervenções de limpeza na região são feitas periodicamente.
 

Diversas categorias ainda aproveitaram a JMJ para pressionar por melhores condições de trabalho e salários. Greves totais ou parciais foram convocadas por trabalhadores dos setores de trens e aeroportos, além de médicos e enfermeiros. Policiais, professores e outros profissionais também agendaram atos.
 

Estrela da festa, o papa Francisco terá uma agenda intensa, com participação em 19 cerimônias religiosas e encontros com autoridades, como o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e o premiê António Costa.
 

Além das missas, o pontífice participará de uma via-sacra e da confissão de alguns jovens, além de uma visita à Universidade Católica e de reuniões com peregrinos e refugiados. Está prevista, ainda, uma breve visita ao santuário de Fátima. Embora a iniciativa não conste no programa oficial, Francisco deve se reunir com cerca de 30 pessoas que sofreram abuso sexual por membros da igreja em Portugal. A decisão de manter o ato fora da agenda oficial foi justificada como uma forma de proteger a privacidade das vítimas.
 

"Se disséssemos que o papa se encontrará às x horas em x lugar, alguma mídia não iria resistir à tentação de estar lá para fotografar e filmar. [Mas] o encontro acontecerá", disse, em junho, o bispo Américo Aguiar, presidente da Fundação Jornada Mundial de Juventude e já anunciado como futuro cardeal.
 

Em fevereiro, uma comissão independente indicou que ao menos 4.815 menores foram abusados. Os casos aconteceram em diversos contextos, como em seminários, sacristias e casas de acolhimento ligadas à Igreja Católica. Cerca de 96% dos abusadores são do sexo masculino, e 77%, padres.

 
 
 
Fonte: Bahia Noticias

Oleo cannabis

Foto: Reprodução / Freepik

Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que a importação de produtos à base de cannabis aumentou 93% no Brasil nos últimos 12 meses.

 

Segundo o G1, a importação desses produtos avança ao mesmo tempo em que há uma tendência de redescoberta de princípios ativos da planta  cannabis (popularmente conhecida como maconha) para tratamento de sintomas de condições que vão desde a epilepsia e o Parkinson até a ansiedade e a depressão. 

 

A Anvisa autoriza, desde 2015, a importação de produtos derivados da cannabis. As formas de administração terapêutica mais comum são os óleos, pomadas, extratos e medicamentos. O uso recreativo da planta é ilegal no Brasil.

 

Fonte: Bahia Notícias



 

 


 

 

 

 

 

 

 

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