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Às vésperas dos festejos de São João, é possível encontrar muitas fogueiras para comprar em Salvador e região metropolitana. Há pontos de venda na Av. Luiz Viana Filho (Paralela), São Cristóvão, Lauro de Freitas e Camaçari, por exemplo.
Os preços variam de região para região. A equipe de reportagem de um portal de notícias percorreu vários locais na tarde desta segunda-feira, 20, e constatou que, a depender do tamanho, uma fogueira pode custar de R$ 30 a R$ 70.
Apesar da facilidade para encontrá-las e a proximidade da festa junina, as vendas não estão favoráveis. Gilson Jordão, 32, comerciante, atribui a pouca saída à crise econômica do país.
"O movimento está fraco por causa da crise. No ano passado, vendemos muito mais nesse período", cita. Ontem à tarde, ele só havia vendido duas fogueiras.
"Aqui, a gente vende por R$ 40, mas se o cliente souber negociar, leva. Já fiz até por R$ 20. Depois que o São João passar, eu não vou fazer nada com essa madeira, então precisamos vender", pontua.
Mesmo com a comercialização em baixa, para muitas pessoas, como o aposentado Eliezer Barreiro, 67, festa junina tem que ter fogueira. "Eu cresci em interior. São João sem fogueira, para a gente, não existe. É uma característica da nossa festa. Assar milho com a família ao redor da fogueira já é tradição", simboliza Eliezer
Saúde
É inegável que a fogueira é símbolo tradicional na festa junina. No entanto, a fumaça que decorre da queima da madeira pode ser danosa à saúde, principalmente para quem possui problemas respiratórios.
Para a estagiária em logística Edilana Santana, 19 anos, é prejudicial. "Eu não gosto da fogueira pelo fato de ter asma. A fumaça me afeta muito nesse aspecto de saúde", disse.
Médico otorrinolaringologista, Marcus Vinícius Almeida atenta para os perigos da ação da fumaça. "Ela representa detrimento para a saúde. No caso das pessoas que já possuem deficiências respiratórias, pode ocorrer o agravamento", adverte.
"A inalação constante e por dias seguidos, como no período de São João, traz problemas tanto para a garganta quanto para os pulmões, a exemplo da pneumonia", esclarece Marcus Vinícius.
De acordo com o especialista, o recomendável é que a fogueira seja instalada em local aberto, onde a fumaça se espalhe facilmente.
Os escritores Álvaro Pinto Dantas de Carvalho Júnior e Ubaldo Marques Porto Filho lançaram, nesta segunda-feira, 20, o livro 2 de Julho - Independência da Bahia e do Brasil. A publicação deverá ser utilizada na grade curricular das escolas que fazem parte da rede pública estadual.
O lançamento da publicação, que tem 144 páginas, ocorreu no auditório do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), na Piedade. Além dos autores, estiveram no evento o governador Rui Costa, o presidente do instituto, Eduardo Morais de Castro, acadêmicos, autoridades e militares.
Impresso em papel cuchê, com uma variedade de gravuras, o livro de dois capítulos narra os principais acontecimentos históricos pelo Brasil e pelo mundo, antes da data magna do estado, até chegar aos eventos que antecederam e resultaram na Independência da Bahia.
Inicialmente, quatro mil exemplares foram impressos pela Casa de Cultura Carolina Taboada para serem distribuídos, gratuitamente, na capital e no interior baiano. O governador assegurou, ainda, que mais dois mil serão impressos pela Empresa Gráfica do Estado da Bahia (Egba).
Descendente do capitão- -mor João Dantas dos Imperiais de Itapicuru, herói da Independência, um dos autores, Álvaro Dantas, explicou que os escritores foram motivados pela importância de propagar mais a história da Bahia, para ele, tão pouco relatada em nível nacional.
"Na escola, aprendemos sobre tantos fatos históricos, mas o 2 de Julho, que selou a Independência da Bahia, é pouco discutido", avalia. "É um livro didático, que traz, entre outros eventos, a participação do povo, com o objetivo de fazer com que os jovens conheçam nossa história", pontua.
Formado em administração pela Universidade Federal da Bahia, com 27 obras publicadas (14 relacionadas ao Rio Vermelho), o autor Ubaldo Porto Filho ressalta que o objetivo central da publicação é valorizar o 2 de Julho na Independência do Brasil.
"Tudo dependeu da vitória aqui para o país manter a unidade nacional, diferente do ocorrido na América espanhola, implodida em várias repúblicas", observa. "Essa importância é pouco valorizada. O livro é um pontapé para que a data seja difundida no Brasil", diz.

Autores autografam exemplares durante lançamento
Nas escolas
O presidente do IGHB, Eduardo Morais de Castro, disse ter apelado ao governador para incluir o ensino da história da Bahia na grade das escolas: "Foi um pedido acatado prontamente. É um compromisso da nossa Casa contribuir para que seja compreendida nossa rica história".
Segundo o governador, além da impressão adicional do livro, o estado busca parceria com institutos com acervo de publicações relacionadas à história da Bahia. "Para que possamos imprimir esse material e disponibilizar para alunos das escolas públicas", informou Rui Costa. "Um povo que não conhece sua história, não sabe de onde viemos, não é capaz de construir o presente e o futuro", disse.
Ter uma velhice tranquila, viver em um ambiente saudável e seguro, além de contar com o amor e o carinho de filhos e netos, é o sonho de muitos idosos. Mas, infelizmente, essa é uma realidade ainda muito distante para alguns e para uma senhora de 62 anos que foi resgatada na tarde desta segunda-feira, 20, por agentes do Samu. Ela estava em uma casa, no Curuzu, em Salvador
A idosa era mantida trancafiada há anos no imóvel de número 292, na Rua do Curuzu, em frente à Casa de Carne Merica, segundo os vizinhos. Foram eles que a encontraram na manhã desta segunda, caída no chão da cozinha, completamente nua e desfalecida.
Revoltados, os vizinhos revelaram que a idosa, identificada como Carmem Antonieta dos Santos Santiago, ou simplesmente Verinha, e foi trancada no imóvel pela própria filha, uma mulher de prenome Lilian. Verinha tem transtornos mentais. Lilian mora ao lado da casa da mãe, mas não estava no imóvel na hora do resgate.
"Ela sempre ficou presa. ficava na janela gritando. A gente que alimenta ela, dá pão, comida. Mas hoje não a vimos e estranhamos e, quando fomos ver, ela estava deitada no chão. Achamos que estava morta e arrombamos a casa", disse um morador.
Conforme ele, a idosa tem um filho que também tem distúrbios mentais e vive perambulando pelas ruas, desde que Lilian o colocou para fora de casa. "Ela é uma miserável, fez isso com o irmão doente, faz isso com a mãe. A filha dela [de Lilian] vai fazer o mesmo com ela", desabafou uma mulher, sob anonimato.
Agentes do Samu foram chamados pelos vizinhos e idosa foi levada para hospital (Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE)
Abandono total
A delegada Laura Argolo, titular da Deati, disse não acreditar no 'jogo de empurra' relatado pelos vizinhos. "Não recebemos nenhuma denúncia. Vamos apurar esse caso. É a nossa missão", garantiu.
Segundo ela, a princípio, a filha poderá ser responsabilizada por abandono material e intelectual. Contudo, somente após a investigação terá como saber se o fato também se enquadrará como cárcere privado. "Não podemos falar muita coisa sem antes averiguarmos a situação, mas pelo o que foi relatado, é um caso de abandono total", avaliou a delegada.
Dificuldade para atendimento
Os vizinhos de Verinha disseram que ligaram para o 190 (Central de Polícia) para o Samu e para a Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deati). Contudo, encontraram dificuldades para serem atendidos. "Ficaram no jogo de empurra. A polícia disse que só viria com o Samu, que por sua vez disse que só viria com a polícia. Na Deati disseram que era abandono e não poderia fazer nada. Aí me deram esse número [3202-2304] da assistência social, mas liguei, liguei e ninguém atendeu", afirmou o caldereiro Deilson Andrade, 34.
A reportagem também entrou em contato com o 190 e com o Samu e recebeu a mesma informação. No entanto, apesar das negativas, por volta das 13h45, uma ambulância do Samu chegou ao local. A reportagem não conseguiu identificar para qual hospital dona Verinha foi levada.
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