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Bahia registra quase 10 mil casos de violência contra a mulher entre janeiro e março
O caso de Sandra Alfonso se enquadra no perfil estatítico | Foto: Acervo pessoal
A Bahia registrou, somente no primeiro trimestre de 2016, 9.795 casos de violência contra a mulher. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-BA). Entre as quase 10 mil ocorrências ocorridas de janeiro a março, estão homicídios e tentativas de homicídios; lesão corporal, estupro e ameaça. Dos quatro casos de mulheres assassinadas na capital e interior nos últimos quatro dias, em três os autores dos crimes eram namorados ou companheiros das vítimas. Entre as mulheres mortas nos últimos dias, teve repercussão o caso da professora Sandra Denise Costa Alfonso, 40 anos, que era vice-diretora da Escola Municipal Esperança de Viver, localizada no bairro de Castelo Branco, em Salvador. O marido de Sandra, o major do Corpo de Bombeiros Militares da Bahia, Valdiógenes Almeida Cruz Júnior, 45 anos, confessou o crime e alegou que agiu por ciúmes da esposa, com quem era casado há 21 anos e tinha uma filha de 14 anos. Nesta segunda (16), o irmão da vítima, Cláudio Alfonso apontou que o machismo motivou a ação de Valdiógenes, que foi preso e autuado em flagrante por homicídio qualificado.
 

Brasil, 17 de Maio de 2016

Fonte: BN

Foto: Reprodução

Entre Geddel e Neto a candidatura ao governo
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O prefeito ACM Neto não pretende se pronunciar se será candidato à reeleição, o que só o fará depois da festa de São João, como dissera na quinta-feira passada. Certamente ele já tem a sua decisão. Hoje, no entanto, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, anunciou, no programa de Mário Kertész, na rádio Metrópole, que apresentará um candidato a vice-prefeito a Neto, a partir de uma conversa, também depois do São João (o que não impede de acontecer antes) cumprindo, assim, o calendário decisório do prefeito. ACM Neto passa a ficar numa espécie de cheque-mate. Ou será candidato à reeleição, o que o levará a se afastar da prefeitura para ser candidato ao governo baiano em 2018 e, desta forma, abrir espaço para que o vice a ser indicado por Geddel ocupe o cargo de prefeito, o que será natural. Outra hipótese: Neto lança um candidato da sua preferência a prefeito na campanha municipal deste ano, ou cumprirá integralmente o seu segundo mandato, consequentemente não fará uma disputa com o governador Rui Costa. Ficará, então, de fora da candidatura ao governo baiano, o que e muito almeja. Quem seria então o candidato ao governo para disputar com Rui? Se Michel Temer fizer uma boa gestão na República, se tiver sucesso, Geddel Vieira Lima se apresentará para um confronto com Rui. Neto só tem uma saída: afastar-se, fazer o sucessor e ser candidato ao governo em 2018. Se é que pensa assim.

 

Falta de recursos deixa 46% da frota da Marinha parada
Foto: Carol Garcia/GOVBA
O presidente em exercício Michel Temer terá de lidar com o descontentamento nas Forças Armadas com as graves restrições orçamentárias que vêm enfrentando nos últimos anos. A Marinha está com 46% da frota parada e sem navios de escolta suficientes para dar proteção às plataformas do pré-sal. A previsão é que o projeto de construção do submarino com propulsão nuclear atrase mais quatro anos, sendo concluído após 2025 - última projeção feita. No Exército, a situação também é considerada complicada e houve necessidade de se fazer um redesenho do portfólio estratégico da Força. Os frequentes contingenciamentos exigiram redução drástica na linha de produção do blindado Guarani, que poderá levar a Iveco, fabricante do equipamento, a suspender a produção por falta de pagamento. Segundo informações, o Exército não terá recursos para pagar a empresa daqui a três meses. Na Aeronáutica, não é diferente. Quase metade da frota está parada. A construção do avião cargueiro KC 390 só está em prosseguimento porque a Embraer, mesmo sem receber o R$ 1,4 bilhão devido pelo governo federal, está bancando o projeto sozinha, que já sofre atraso de dois anos na sua certificação. "Quase a totalidade do orçamento (da pasta) hoje é consumido com custeio de pessoal, deixando em segundo plano projetos que são fundamentais para a garantia da soberania do País e para o avanço tecnológico que, apesar de serem germinados na Defesa, transbordam a Defesa e trazem benefício para todo o desenvolvimento do País", disse ao Estado o novo ministro da Defesa, Raul Jungmann. "Precisamos criar base para ter uma previsibilidade para garantir desembolso de recursos que deem continuidade, em um ritmo adequado, dos projetos estratégicos evitando que projetos que deveriam durar cinco, seis anos, não durem 20 ou 30 anos, como estamos vendo hoje". Fronteiras. Jungmann fez referência, por exemplo, ao projeto do Sistema Integrado de Monitoramento das fronteiras (Sisfron). "Ele é de importância vital para o País", afirmou , para quem o Brasil tem de ter "um cuidado especial com suas fronteiras, especificamente com a Venezuela que hoje vive em uma instabilidade grande e que muitas vezes provoca uma migração para cá". O Sisfron começou a ser implantado em 2013, com prazo de conclusão de 10 anos. Só que, se for mantido o cronograma atual de repasses, ele só será finalizado em 2040, já com equipamentos obsoletos. O atraso impacta 22 empresas nacionais de alta tecnologia envolvidas no processo, com demissão de pessoal qualificado e eliminação da capacidade produtiva. Dos R$ 185 milhões que o Exército precisava, no mínimo, este ano, para dar prosseguimento ao projeto em 2016, a previsão - ainda sujeita a cortes - não chega a R$ 140 milhões. Os chamados restos a pagar do ano passado que já deveriam ter sido repassados às empresas que estão trabalhando no projeto somam R$ 236 milhões. A Marinha - cujos navios que estão operando tem idade média de 33,3 anos - também sofreu um forte baque no final de 2015, quando teve de suspender, devido a restrições orçamentárias, o projeto para controlar e vigiar a zona econômica exclusiva brasileira do Oceano Atlântico, chamado de Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaaz). O projeto, semelhante ao Sisfron das fronteiras, iria proteger uma área de 4,5 milhões de quilômetros quadrados do Atlântico, onde o Brasil tem imensas plataformas petrolíferas. No caso da Aeronáutica, a demora do governo em concluir a compra de 36 aviões de caça para atualizar a frota da Força Aérea Brasileira deixou ameaçada a capacidade do País de proteção do espaço aéreo nacional. O projeto só foi assinado em agosto passado, após se arrastar por mais de 12 anos. Outro projeto que sofre restrição orçamentária é o programa de dados, que permite o uso de comunicação por data link entre controladores de tráfego aéreo e pilotos.
 

Brasil, 16 de Maio de 2016

Fonte: BN

Foto: Reprodução

Governo anuncia meta de corte de 4 mil cargos comissionados
Foto: Agência Brasil
O ministro do Planejamento, Romero Jucá, anunciou nesta sexta-feira (13) que toda a equipe ministerial tem como meta o corte de 4 mil cargos comissionados e funções gratificadas até o dia 31 de dezembro. Ao todo, segundo Jucá, o governo contrata pessoas para cargos de confiança em 51 modalidades. “O governo anterior havia anunciado e não havia cumprido”, destacou o titular da pasta, que acrescentou de que a medida será realizada “no sentido de dar um exemplo. “Não vai resolver [o problema com gastos com a máquina estatal], mas em tese é um posicionamento o governo deve tomar como exemplo à sociedade”, afirmou, durante entrevista coletiva concedida no final da manhã desta sexta. O ministro apontou ainda que o projeto de lei que revisa a meta fiscal, que já chegou ao Congresso, deve ser alvo de debates, porque propõe a substituição de um superávit por déficit de R$ 96 bilhões – a diferença, porém, seria superior, por não considerar pontos como a queda de arrecadação e renegociação da dívida dos estados. “O orçamento tinha mais de R$ 100 bilhões em receitas superestimadas”, informou. Ainda de acordo com Jucá, há também R$ 230 bilhões em restos a pagar que não contabilizados no orçamento do ano. “Tem emendas parlamentares do Ministério da Saúde de 2015 que não foram pagas e são impositivas, era necessário que o governo tivesse cumprido no ano anterior”, pontuou. Após questionamento sobre a existência de uma base no Congresso para aprovar as medidas necessárias, o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, ressaltou que o governo interino só existiu após a aprovação da abertura de processo do impeachment, que requeria o apoio de dois terços da Câmara dos Deputados e 50% mais um no Senado, angariando porém cerca de dois terços. “O que em tese torna sem óbice a aprovação”, declarou. 
 

Brasil, 13 de Maio de 2016

Fonte: BN

Foto: Reprodução

 ACM Neto diz que Rui está ‘desesperado’ por queda de Dilma e desafia governador
Neto e Rui, na época 'paz e amor' | Foto: Max Haack / Ag. Haack / BN
 
O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), desafiou o governador Rui Costa (PT), nessa quarta-feira (11), a “fazer um tour de realizações da prefeitura pela cidade”. Segundo Neto, Rui está “desesperado pela queda inevitável da presidente Dilma Rousseff”. “Enquanto o governo estadual não para de gastar em propaganda e não tem sequer uma sala nova inaugurada em Salvador nos últimos nove anos, a prefeitura, somente em minha gestão, reformou 157 unidades, reconstruiu outras 12 e está construindo ou reconstruindo outros 50 estabelecimentos, incluindo 30 creches, sem nenhuma ajuda do estado”, afirmou. Em relação à saúde, ACM Neto afirmou que, após um ano e quatro meses de sua posse, o governador Rui Costa ainda não começou a cumprir a promessa de construir hospitais pela Bahia. “Ao contrário do que diz o governador, quando entrei na Prefeitura o orçamento da saúde era de R$ 700 milhões e, agora, é de R$ 1,2 bilhão. Encontrei a cidade com uma UPA e, até o final de junho, teremos nove em funcionamento. Também quero registrar que Salvador tinha 18% de cobertura de atenção básica e hoje está com 46%, isso sem falar no aumento das equipes de saúde (de 89 para 234) e das ambulâncias do Samu (de 9 para 40)", disse, ao completar: “Eu me proponho a mostrar as obras da Prefeitura em educação e saúde ao governador e também gostaria de conhecer o que o estado tem feito nas duas áreas. Acho que o governador deveria aceitar minha proposta imediatamente”.



 

 


 

 

 

 

 

 

 

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