
O Instituto CTE Capoeiragem iniciou uma nova etapa do projeto Capoeiragem Mirim, que oferece aulas gratuitas de Capoeira para 30 crianças e adolescentes da rede pública de ensino em Salvador. Voltada a alunos entre 7 e 16 anos, a iniciativa acontece no contraturno escolar e atende, principalmente, moradores da comunidade Paraíso Azul, no bairro Costa Azul.
Com duração de 12 meses, de maio de 2025 a maio de 2026, o projeto conta com patrocínio da Icatu Seguros, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, e apoio do Ministério do Esporte. Além das aulas regulares, a programação inclui torneios internos, palestras e eventos comemorativos.
A ação é conduzida pelo Instituto Centro de Treinamento e Estudos da Capoeiragem (CTE Capoeiragem), que há mais de três décadas promove a Capoeira como ferramenta de inclusão social, educação e formação cidadã. Para o idealizador do projeto, mestre Balão, a prática vai além do aspecto esportivo. “A Capoeira é, antes de tudo, uma ferramenta de transformação. Incentiva disciplina, respeito e protagonismo entre os jovens”, afirma.
As aulas são divididas em duas turmas e ocorrem na sede da escola: a turma Atabaque, às segundas e quartas, das 17h40 às 18h40; e a turma Berimbau, às terças e quintas, das 17h10 às 18h10.
Criado em 1994, o Capoeiragem Mirim nasceu de uma ação voluntária de mestre Balão com crianças da Boca do Rio e, desde então, tornou-se um programa social contínuo, presente em diferentes comunidades da capital e da Região Metropolitana.
O projeto adota o Método de Ensino para Crianças (MEC), desenvolvido pelo CTE Capoeiragem, que une ludicidade, transversalidade e realidade. A abordagem permite que os alunos aprendam, por meio da Capoeira, conteúdos de áreas como geografia, história e matemática, conectando os saberes ao cotidiano dos jovens.
Segundo mestre Balão, o método tem inspiração em pensadores como Anísio Teixeira e Paulo Freire, valorizando a educação como processo de construção coletiva e crítica. “A Capoeira ensina com base na vivência, no jogo e na escuta, respeitando o contexto social e cultural de cada aluno”, explica.








