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'Reitero cada uma das palavras', diz deputada que elogiou marido preso pela PF

Foto: Délio Pinheiro/ Inter TV
 
 
A deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG) se manifestou em uma rede social, nesta terça-feira, 19, sobre a prisão do marido, o prefeito de Montes Claros Ruy Adriano Borges Muniz. O chefe do Executivo do município mineiro e a secretária de Saúde Ana Paula Nascimento foram presos pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira, 18, pela operação Máscara da Sanidade II - Sabotadores da Saúde, que investiga fraudes para favorecer hospitais privados ligados ao prefeito da cidade. A prisão ocorreu um dia após o político ser elogiado por Raquel ao proferir seu voto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, na Câmara. No domingo, 17, a deputada elogiou a conduta do marido e disse que "o Brasil tinha jeito" ao votar pelo afastamento da petista. Nesta terça, ela confessou que ficou "atordoada e muito chateada com o que aconteceu". Raquel Muniz disse que precisou de um dia "para tomar ciência do que se passava, respirar fundo e não desistir". "Eu e Ruy sempre soubemos o que poderia acontecer com a gente quando entrássemos para a política, mas jamais que chegaria a esse ponto. No entanto, não vamos nos intimidar em busca de um Brasil, de uma Minas e de um Montes Claros cada dia melhor", declarou. "Por isso, reitero cada uma das palavras ditas no dia 17 de abril durante a votação para aceitar o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. Montes Claros tem um gestor íntegro, ético e que preza pela transparência das suas ações." Segundo as investigações, o grupo do prefeito teria atuado para inviabilizar os hospitais públicos da cidade. Somente em outubro de 2015, segundo a PF, o grupo de Muniz retirou cerca de 26 mil consultas especializadas e 11 mil exames dos hospitais públicos municipais. Em contrapartida, o hospital privado gerido pela família da deputada que diz querer "melhorar" o País teria sido beneficiado com os procedimentos. Além disso, segundo a PF, desde julho de 2015 até agora, Ruy Muniz se aproveitou do cargo e utilizou verba pública para promover nos principais veículos de comunicação regionais "uma ampla e intensa campanha difamatória contra os hospitais público e filantrópico 'concorrentes', inclusive lançando mão de dados e informações falsas", diz a nota da Polícia Federal.
 
 
Brasil, 20 de abril de 2016 - quarta-feira
Fonte: BN
Foto: Délio Pinheiro / Inter TV



 

 


 

 

 

 

 

 

 

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